Informações verificadas pelo Ibama no romaneio assinado pelo profissional apresentaram inconsistências. Carga da companhia foi apreendida.
O Ibama multou responsável técnico de empresa madeireira de Barueri por irregularidades. A ação integrou uma operação de combate ao desmatamento ilegal, realizada em maio, que resultou na constatação de informações falsas em créditos florestais de empresa da região oeste da Grande São Paulo. As informações foram divulgadas na segunda-feira (12).
Os agentes ambientais encontraram no pátio da companhia, cujo endereço não foi divulgado, diversas espécies florestais e volume de madeira incompatíveis com as informações declaradas aos sistemas de controle por meio de documento assinado pelo profissional.
Segundo o órgão federal, para viabilizar a prestação de informações falsas aos órgãos ambientais, a empresa contou com a assinatura do responsável técnico no documento chamado romaneio – espécie de lista com todas as cargas que serão despachadas.
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A lei prevê a participação desse profissional para que realize a conferência do estoque, as cargas para relacionamento romaneio, o qual deve conter informações detalhadas das essências florestais e de suas respectivas quantidades.
Por ter assinado o documento com informações incompatíveis com o estoque físico encontrado pelas equipes no pátio da empresa, o responsável técnico foi multado em R$21 mil. Além da inspeção no local, conduzida por especialistas do Ibama, foram coletadas amostras das madeiras para posterior análise laboratorial.

Empresa madeireira de Barueri com irregularidades
Ainda de acordo com o Ibama, a companhia fiscalizada só poderá retomar suas operações no Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos e Subprodutos Florestais (Sinaflor) e no Documento de Origem Florestal (DOF) após apresentar novo romaneio detalhado para que uma nova inspeção seja realizada.
O estabelecimento também foi multado, com parte da madeira apreendida. Os créditos florestais utilizados para encobrir a madeira ilegal serão eliminados do sistema, a fim de evitar que novas áreas sejam desmatadas.
A ação foi realizada no âmbito da operação Metaverso, que tem como objetivo fiscalizar estoques físicos e virtuais de madeira nos principais mercados consumidores de produtos florestais no Brasil como forma de combater o desmatamento na Amazônia.






