A disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa colocou políticos que já foram aliados em “confronto” direto. Na eleição de domingo, 7, colocará à prova a força de nomes de ex-prefeitos e outros políticos.
Um dos embates acontece entre Gelso Lima (Pode) e o ex-prefeito de Osasco, Emidio de Souza (PT). Os dois disputam uma cadeira na Alesp. Gelso, ex-filiado ao PT, foi secretário nas duas gestões de Emidio. Em 2016, após deixar o governo do ex-prefeito Jorge Lapas (que saiu do PT para o PDT), Gelso desligou-se do PT e passou a coordenar a campanha do atual prefeito Rogério Lins (Pode). Nos bastidores circulam informações,não confirmadas pelas partes envolvidas, de que o ex-deputado federal João Paulo Cunha (PT) estaria pedindo votos para o ex-petista Gelso Lima e não para Emidio.
Já o segundo embate medirá a força de Francisco Rossi (PR) e o prefeito Rogério Lins (Pode). Em 2016, Rossi foi um dos coordenadores da campanha de Lins para prefeito. A parceria seguia bem, tanto que Ana Maria Rossi (esposa de Francisco) foi eleita como vice-prefeita. No entanto, após eleito, Lins chamou petistas para integrar o governo, estremecendo a relação.
Lins não apoia publicamente nenhum candidato a estadual, mas, o partido lançou diversos nomes.
O resultado da eleição de domingo vai acender os holofotes para as eleições de 2020. Se eleitos, Rossi e Emidio fortalecem seus nomes para disputar a cadeira de prefeito, que deve contar também com o nome de Lins na disputa pela reeleição, entre outras lideranças.
Termômetro para eleição de 2020
Para o cientista político Maurício Fronzaglia, a disputa ex-aliados acontece devido à forma como as alianças são feitas. “Os partidos fazem aliança para ocupar o poder, mas acabam quando os interesses divergem”, explica, dizendo que os grupos lançam nomes para fazer teste de força. “É um bom termômetro para avaliar se existe rejeição, mas não é 100% confiável”, finaliza.






