Em coletiva realizada nesta quarta-feira (26) no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, foi anunciado a prorrogação da a fase de transição do Plano SP até o dia 14 de junho em todo o estado. O horário de funcionamento de atividades econômicas do comércio, entre outros estabelecimentos, não será flexibilizado e continua sendo das 6h às 21h, com 40% de ocupação e toque de recolher das 21h às 5h.
Foram anunciados, ainda, a aquisição de um milhão de testes rápidos de antígenos que serão disponibilizados em junho aos 645 municípios do estado, e de dez eventos-teste, com limitação de público, com testagem dos participantes e controle por equipes de controle da covid-19, que acontecerão entre 15 de junho a 30 de julho.
O objetivo é definir protocolos de retomada para o setor no segundo semestre. A Secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, afirmou que “não é uma retomada, não é uma abertura, são dez eventos-teste para que possamos ter um planejamento seguro no segundo semestre, com responsabilidade, baseado na ciência e em dados. Esse momento é de cuidado e cautela, mas de muita esperança”. O governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB) acrescentou que esses eventos já foram realizado em outros países, em iniciativa semelhante.
Nova cepa preocupa
Em entrevista à TV Globo, o secretário municipal da Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, afirmou que uma nova onda de casos da covid-19 seguramente atingirá a capital, em razão da lentidão na vacinação e da nova cepa indiana ter chegado à capital, que hoje atingiu a marca de 30.000 mortes em decorrência da doença.
Sobre a cepa indiana, segundo Instituto Adolfo Lutz, um passageiro de 32 anos, vindo da Índia e morador de Campos dos Goytacazes, desembarcou no sábado (22), no aeroporto de Guarulhos.
Entretanto, o secretário-executivo do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, João Gabbardo, disse na coletiva de hoje que essa variante ainda é uma incógnita e que isso não significa exatamente que teremos uma terceira onda. Ele acrescentou que o estado já convive com outras variantes (que podem ser controladas pelas vacinas disponíveis) e que, com o avanço da vacinação – a exemplo dos Estados Unidos, que em janeiro tinha 5 mil mortes por dia e hoje, depois de 50% de imunizados, tem 500 – uma terceira onda talvez não aconteça.







