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Faixa Azul pode ser implantada em Carapicuíba, Itapevi, entre outras cidades da região

Municípios que integram consórcio Cioeste estudam a possibilidade de aderirem ao projeto similar ao da capital paulista, que busca organizar o espaço compartilhado com os automóveis
Considerado projeto-piloto, a Faixa Azul não é obrigatória para o motociclista (Divulgação/CET)

Municípios que integram consórcio Cioeste estudam a possibilidade de aderirem ao projeto similar ao da capital paulista, que busca organizar o espaço compartilhado com os automóveis

Voltado à segurança dos motociclistas, a Faixa Azul implantada na capital paulista tem sido bem sucedida e pode receber a adesão dos municípios atendidos pelo Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo (Cioeste).

Considerado projeto-piloto, a Faixa Azul não é obrigatória para o motociclista, o condutor apenas é orientado a utilizá-la em caso de trânsito lento onde poderá transitar de forma mais segura com o intuito de organizar o espaço compartilhado com os automóveis, além de pacificar e humanizar o tráfego da cidade. Sendo assim, Carapicuíba estuda a possibilidade da implantação, assim como Itapevi que se diz “aberta ao diálogo com as categorias beneficiadas sobre o assunto”.

Barueri tem acompanhado o resultado do projeto-piloto da Faixa Azul implantada na capital paulista e aguarda a homologação pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito). Caso seja positivo e a sinalização regulamentada, a cidade deve aderir, pois consideram bem-vindas as ações que garantem a segurança dos motociclistas.         

Vargem Grande Paulista alega que o município não tem vias expressas e de grande tráfego, mas dando certo na capital paulista e comprovando a redução do número de acidentes, também deve realizar estudos para a sua implantação, assim como Pirapora do Bom Jesus que apesar de destacar o baixo fluxo de veículos na cidade, segue monitorando os resultados do projeto.

Osasco afirma a necessidade de realizar estudos e aguardar dados estatísticos quanto à eficácia do projeto-piloto, pois “a implantação é complexa e exige cuidados, como a supressão de espaço já existente, a redução de faixas de rolamento e o fato de não ser implantada em qualquer via”.

Apenas Jandira e Cotia mencionaram que as características da malha viária municipal não comportam a implantação.

BALANÇO
Segundo dados da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), em janeiro de 2022, a avenida 23 de Maio recebeu a primeira via exclusiva para motos. Entre 25 de janeiro e 24 de novembro do ano passado, foram registradas 41 ocorrências envolvendo motos sem vítimas; 48 com vítimas, sendo seis delas com gravidade e nenhuma morte.

Em outubro do mesmo ano, o projeto chegou à avenida dos Bandeirantes, abrangendo quase 17 km de extensão da via. No período de dois meses de implantação não houve registro de ocorrência fatal.

A companhia informa, ainda, que a eficácia da Faixa Azul leva em conta as características da via, os volumes de motocicletas circulando dentro e fora do espaço da faixa, a tipologia dos acidentes e o fato de as ocorrências terem gerado danos materiais ou pessoas feridas.