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Empresários da região se unem a prefeitos e pedem Fase Laranja para o comércio aos fins de semana

Em documento entregue ao Cioeste, setores garantem que é possível conciliar saúde e economia para salvar vidas e também os empregos; "a situação desse setor é dramática", afirmam as entidades 
Bares, restaurantes e demais comércios não podem abrir nos finais de semana, período onde só funcionam serviços essenciais (Foto: Divulgação / SinHoRes)

Os prefeitos das 11 cidades que compõem o Cioeste (Consórcio Intermunicipal da Região Oeste) ganharam o reforço de três entidades empresariais da região na luta para tentar manter os comércios abertos nos finais de semana e feriado. Todos desejam que o governo do estado recue da decisão de manter os municípios na Fase Vermelha do Plano São Paulo nos finais de semana e feriados, quando só podem abrir serviços considerados essenciais.

Na semana passada, o governador João Doria (PSDB) decidiu que os comércios devem fechar as portas depois das 20h nos dias úteis e nas 24 horas dos finais de semana e feriados. Além disso, decretou que nos dias de semana, toda a região permanece na Fase Laranja, com restrição de horário e na quantidade de pessoas que podem permanecer dentro dos estabelecimentos.

Para oficializar o apoio, o SinHoRes (Sindicato Empresarial de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares), a ACIB (Associação Comercial e Industrial de Barueri) e o Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista de Osasco e Região) enviaram um ofício ao presidente do Cioeste, o prefeito de Osasco, Rogério Lins (Podemos), onde alertam sobre a urgência e necessidade dos setores abrirem nos fins de semana e feriados. “É de extrema urgência que os setores representativos do comércio e de serviços, possam reabrir de segunda a domingo, até as 22h, mantendo todas as demais restrições higiênico-sanitárias e o distanciamento. Também solicitamos a abertura dos bares (exceto casas noturnas), sem aglomerações, uma vez que a situação desse setor é dramática”, alertam as entidades.

No documento, os sindicatos e associação alertam que a maioria dos comerciantes e empresários vinham cumprindo todas as regras determinadas pelas autoridades e que não podem ser responsabilizados pela falta de iniciativa de alguns poucos empresários, clientes e pessoas descomprometidas com as políticas públicas de combate à covid-19. As entidades pedem para que a fiscalização multe e feche os estabelecimentos que não cumprem as regras.

Para o presidente do SinHoRes, Edson Pinto, a união das três mais significativas entidades empresariais da região é uma iniciativa inédita e demonstra que é possível conciliar saúde e economia para salvar vidas e empregos. “As empresas sérias e comprometidas com a saúde que nós representamos seguem procedimentos higiênico-sanitários, capacidade de lotação e distanciamento rígidos e não é em nossos estabelecimentos que as pessoas estão se contaminando”, garante.