Dois meses após o desaparecimento do empresário Adalberto Amarílio dos Santos, de 43 anos, a Polícia Civil ainda não elucidou o caso. O corpo da vítima foi localizado no dia 3 de junho, quatro dias após ter sido visto com vida pela última vez, durante um evento de motocicletas realizado no Autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo.
A principal linha de investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) aponta que Adalberto teria sido morto após uma briga com um dos seguranças que atuavam no evento. Laudos do Instituto Médico Legal (IML) indicam que a vítima morreu por asfixia, possivelmente causada por uma técnica conhecida como mata-leão. O corpo não apresentava ferimentos visíveis, mas havia lesões nos joelhos.
O corpo foi encontrado em um buraco com cerca de dois metros de profundidade, em uma área de obras nas proximidades do kartódromo de Interlagos. O empresário estava com as mãos erguidas, parcialmente coberto por terra, vestindo somente uma jaqueta e cueca, além de um capacete colocado sobre a cabeça.
Em coletiva no dia 18 de julho, o DHPP revelou que cinco seguranças são investigados. Quatro foram conduzidos à delegacia para prestar depoimento, mas optaram por ficar em silêncio. O quinto suspeito não foi localizado. Um representante da empresa ESC Segurança, responsável pela equipe no evento, também foi ouvido.
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Entre os investigados está Leandro de Thallis Pinheiro, lutador de jiu-jítsu, que exercia função de liderança entre os seguranças. Ele chegou a ser detido por porte ilegal de arma, mas foi liberado após pagamento de fiança. A empresa ESC declarou desconhecer o vínculo do suspeito com sua equipe.
A polícia ainda apura o conteúdo de celulares e computadores apreendidos com os suspeitos. Foram solicitadas listas de funcionários de três empresas que atuaram na segurança do evento. Laudos periciais e depoimentos estão sendo analisados sob sigilo judicial.
Investigação sobre morte do empresário de Barueri
Adalberto foi visto pela última vez na noite de 30 de maio, após passar o dia com um amigo no evento de motocicletas. Segundo depoimento, os dois consumiram bebida alcoólica e maconha antes de se separarem por volta das 21h15. O empresário alegou que retornaria para casa para jantar com a esposa, o que não ocorreu.
O corpo foi descoberto por um trabalhador da obra, que acionou as autoridades ao perceber que se tratava de uma pessoa, e não de um boneco, como pensou inicialmente. Segundo o DHPP, o estágio de decomposição do cadáver não é compatível com os dias em que a vítima esteve desaparecida, o que pode indicar que Adalberto tenha sido mantido em outro local antes de ser enterrado.
O caso é investigado como homicídio e permanece em andamento no DHPP. Até o momento, ninguém foi preso pelo crime.
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