O Ministério da Economia declarou hoje, 9, que foram feitos 960.258 pedidos de seguro-desemprego no mês de maio, devido a pandemia no novo coronavírus, aumento de 53% na comparação com o mesmo mês do ano passado e de 28,3% na comparação com abril deste ano.
Em maio, os três estados com maior número de requerimentos foram São Paulo, Mina Gerais e Rio de Janeiro.
Dos solicitantes, 41,3% eram mulheres e 58,7% homens. A maioria tinha entre 30 a 39 anos, sendo 32,3%. Em termos de escolaridade, 61,4% tinham ensino médio completo. Já sobre os setores econômicos, os pedidos estiveram distribuídos entre serviços (42%), comércio (25,8%), indústria (20,5%), construção (8,2%) e agropecuária (3,4%).
Com as medidas de isolamento social, os atendimentos via web representaram 76,5% dos pedidos. No mesmo mês de 2019, os atendimentos pela internet chegaram a apenas 1,4% dos pedidos.
Acumulado do ano
De janeiro a maio, foram contabilizados 3.297.396 pedidos, acréscimo de 12,4% em comparação com o acumulado no mesmo período de 2019.
Dos requerimentos em 2020, 50,1% foram feitos pela internet, por meio do portal gov.br ou pela Carteira de Trabalho Digital, e 49,9% foram feitos pessoalmente. No mesmo período de 2019, 1,5% dos pedidos foram realizados via internet e 98,5% presencialmente.
Serviço essencial
O Decreto n° 10.329, de 28 de abril de 2020, definiu como essenciais as atividades de processamento do benefício do seguro-desemprego e de outros benefícios relacionados. Assim, muitas unidades do Sistema Nacional de Emprego (Sine), de administração estadual e municipal, reabriram e as solicitações estão em patamar de regularidade, informou o ministério.
“Não foi mais verificado número atípico de beneficiários que ainda não tenham realizado a solicitação do seguro-desemprego. Cabe lembrar que o trabalhador tem até 120 dias para requerer o seguro-desemprego e os pedidos podem ser feitos de forma 100% digital. Não há espera para concessão de benefício”, disse o ministério.







