Durante coletiva de imprensa realizada em São Paulo na tarde de quarta-feira (23), o governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB), apresentou números promissores da fase de testes da Coronavac, vacina imunizante contra o coronavírus desenvolvida em parceria com o Instituto Butantã.
Segundo informou o governador, 94,7% dos mais de 50 mil voluntários testados na China não apresentaram nenhum efeito adverso à vacina. “Esses resultados demonstram que a Coronavac tem excelente perfil de segurança e comprova também a manifestação feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS), indicando a Coronavac como uma das oito mais promissoras vacinas em desenvolvimento no seu estágio final em todo o mundo” afirmou Doria.
Estudos clínicos comprovam segurança da vacina, revelando efeitos adversos de grau baixo em 5,36% daqueles que foram imunizados. Os sintomas mais frequentes foram dores leves no local da aplicação (3,08%), fadiga (1,53%) e febre moderada (0,21%).
Quanto aos testes, no Brasil, ao menos cinco mil voluntários, entre médicos e paramédicos, receberam a vacina, que está em sua a terceira fase da pesquisa. Doria complementou: “Desde o dia 21 de julho, no Brasil, não tivemos registro de reações adversas graves. Além de segura, a vacina é altamente eficiente”.
98% de eficiência na imunização na China
João Doria voltou a citar um estudo preliminar na China, feito com 24 mil voluntários. O governador salientou que a resposta imunológica dos idosos submetidos aos testes da vacina ficou entre 98% e 99%, o que demonstra a eficácia na imunização das pessoas.
Vacina chegará em breve
Na coletiva realizada no Palácio dos Bandeirantes, Doria disse também que o primeiro lote de vacina, com cinco milhões de doses, chega ao Instituto Butantã em outubro. A previsão é de que a vacinação comece ainda este ano, na segunda quinzena de dezembro. Tudo dependerá da finalização da última fase de testes e da aprovação da Anvisa. A aplicação será, inicialmente, exclusiva a médicos e paramédicos, profissionais da saúde que estão na linha de frente no combate ao coronavírus.
A previsão, segundo informado é que o Brasil deve receber cerca de 46 milhões de doses até 31 de dezembro. Até 28 de fevereiro, pelo menos 60 milhões de doses devem estar à disposição da população em todo o estado de São Paulo.








