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R$ 7 milhões contra a espuma tóxica: Pirapora recebe projeto inédito no Rio Tietê

Despoluição do Rio Tietê em Pirapora terá projeto de R$ 7 milhões para mapear fontes poluidoras e testar soluções contra espuma e resíduos
Pirapora do Bom Jesus recebe R$ 7 milhões para obras de despoluição do Rio Tietê
O projeto foi montado pela ANA e será conduzido no subeixo de Revitalização de Bacias Hidrográficas do Novo PAC (Divulgação/CIOESTE)

A despoluição do Rio Tietê em Pirapora será objeto de um projeto-piloto de R$ 7 milhões. A iniciativa do Novo PAC, em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, vai mapear fontes poluidoras e testar soluções contra a espuma, os odores e o acúmulo de resíduos.

A medida faz parte de um estudo estratégico que irá avaliar de forma integrada as fontes poluidoras e a qualidade da água na bacia do Alto Tietê, abrangendo desde as nascentes até a saída do rio da Região Metropolitana de São Paulo em Pirapora do Bom Jesus.

De acordo com a ANA, o município sofre com os impactos da poluição do Rio Tietê, que se acumulam com grande intensidade. Serão propostas soluções técnicas baseadas na natureza e com potencial de replicação em outras bacias. O investimento previsto no Novo PAC é de R$ 7 milhões.

“A bacia do Alto Tietê, especialmente no trecho final que chega a Pirapora, apresenta histórico persistente de degradação, com índices de qualidade da água classificados entre “ruim” e “péssima”, resultado da elevada carga de poluentes provenientes da região metropolitana. Esse cenário impacta diretamente o município, com ocorrência frequente de espuma, odores e acúmulo de resíduos no rio, afetando inclusive a atividade turística e a dinâmica econômica local”, explica o órgão federal.

Despoluição do Rio Tietê em Pirapora: projeto poderá ser ampliado

A assinatura do projeto ocorreu no dia 30 de junho. A solenidade, para assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre a ANA e a administração municipal, aconteceu no Parque do Capelão, na região central, e contou com a presença de diversas autoridades da região.

O prefeito Gregório Maglio (MDB) destacou que é necessário enfrentar a poluição do Tietê de forma estruturada, com base técnica, cooperação entre os entes públicos e uma visão que considere toda a bacia hidrográfica, e não apenas os efeitos que aparecem em Pirapora.

“Tenho a satisfação de dizer que nossa proposta foi acolhida e incorporada ao plano federal de revitalização dos recursos hídricos, permitindo a implantação deste projeto piloto. Nossa expectativa é que os resultados obtidos aqui sirvam de referência para ampliar esse modelo a outros trechos do Rio Tietê, contribuindo para uma estratégia estadual e nacional de recuperação desse rio tão importante para a história, para o desenvolvimento e para o meio ambiente do nosso Estado”, frisou o presidente do CIOESTE.

Por sua vez, Irani Braga Ramos, secretário adjunto de Recursos Hídricos da SEPAC, afirmou que o PAC é uma alavanca para o desenvolvimento, com R$ 1 trilhão e 800 bilhões de reais de investimentos programados.

“O momento de fazer esse estudo é muito adequado. Vamos ter um mapeamento e acredito que, em 2027, já podem ser demandadas algumas intervenções. A ANA possui uma excelência de técnicos e a ideia é fazer colaborativamente com o CIOESTE e as demais prefeituras. Esse estudo robusto e o conjunto de medidas estão elencados como prioridade nacional”, enfatizou.

A solenidade foi conduzida pelo prefeito de Pirapora do Bom Jesus, Gregório Maglio (Divulgação/CIOESTE)

Tibério Magalhães Pinheiro, superintendente da ANA, destacou a celeridade do processo, apresentado em março e aprovado no início de abril.

“Agora estamos trabalhando com a AXIA na execução do Termo de Referência do objeto de contratação do trabalho. Estamos falando de mais de 20 milhões de pessoas que estão nessa bacia. Não existe no País nada similar. Vamos identificar de forma ampla em toda a bacia as principais fontes poluidoras; detectar trechos críticos como Pirapora do Bom Jesus, um dos mais impactados; fazer o levantamento do impacto econômico de toda essa degradação, em diversas áreas como no turismo, na saúde; e na terceira etapa desenhar soluções eficientes com um portfólio de ações. Atuar onde teremos mais benefícios. Separamos recursos também para implementação de um projeto piloto testando essas soluções”, frisou.

Alexandre Bahjat EBeidalla, gerente de implantação da AXIA Energia, afirmou que se trata de um passo concreto na construção de soluções capazes de frear e, principalmente, reverter um processo de degradação ambiental que se iniciou há muitas décadas, com o intenso processo de industrialização e urbanização da Região Metropolitana de São Paulo.

Em julho, Pirapora é uma das cidades mais afetadas pela poluição do Rio Tietê (Divulgação/Cioeste)

 “Este estudo reunirá conhecimento técnico, dados integrados e metodologias modernas para identificar as intervenções capazes de produzir os maiores benefícios ambientais, sociais e econômicos, com o melhor custo-benefício possível. Espera-se, entre outros resultados, melhorar a qualidade das águas, reduzir a carga de poluentes, minimizar o risco de eutrofização dos reservatórios, recuperar gradualmente os ecossistemas aquáticos e diminuir o transporte de contaminantes para as regiões a jusante do Rio Tietê”, destacou.

O projeto foi montado pela ANA e será conduzido no subeixo de Revitalização de Bacias Hidrográficas do Novo PAC.

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