Os departamentos de Investigações Criminais (Deic) e de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), ambos da Polícia Civil de São Paulo, além de uma delegacia regionalizada, serão submetidos a correições extraordinárias. A medida foi definida em reunião que antecedeu a deflagração da Operação Bazaar, realizada nesta quinta-feira (5), pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) em conjunto com a Polícia Federal (PF).
Segundo o MPSP, o objetivo é apurar “eventuais outros ilícitos ocorridos nas repartições” e promover a responsabilização disciplinar dos envolvidos. As inspeções serão conduzidas pela Corregedoria da Polícia Civil com acompanhamento do Ministério Público.
A Operação Bazaar investiga a existência de um suposto esquema de corrupção sistêmica e lavagem de dinheiro que teria se instalado em áreas consideradas estratégicas da corporação. O hangar da Polícia Civil no Campo de Marte, na zona norte da capital, também foi alvo de diligências.
Prisões e apreensões
Entre os alvos estão um delegado, um escrivão, quatro investigadores, além de três advogados, dois doleiros e empresários. Pelo menos quatro policiais civis foram presos preventivamente.
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As investigações apontam suspeitas de fraudes processuais, interferência em apurações em andamento e destruição de provas. Também foram apreendidos veículos de luxo das marcas Jaguar, Porsche e BMW.
De acordo com o Ministério Público, os policiais investigados utilizavam vales-refeição para ocultar a origem de recursos ilícitos. Os valores seriam convertidos na compra de cartões e posteriormente utilizados em estabelecimentos comerciais de fachada, como padarias e mercadinhos.
Entre os presos está Meire Poza, ex-contadora do doleiro Alberto Youssef e colaboradora em investigações da Operação Lava Jato.
Nomes citados
Entre os alvos ligados à Polícia Civil paulista estão o delegado João Eduardo da Silva, atualmente no 35º Distrito Policial (Jabaquara); os investigadores Roldinei Eduardo dos Reis Baptista, da 1ª Delegacia de Combate à Corrupção do DPPC, e Rogério Cichev Teixeira, lotado no Serviço Aerotático no Campo de Marte; além do escrivão Ciro Borges Magalhães Ferraz, também do 35º DP.
As investigações seguem em andamento sob a coordenação do Ministério Público e da Polícia Federal.
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