Os vereadores da capital paulista realizaram na manhã desta terça-feira (12), uma nova fiscalização na sede da empresa iFood, em Osasco. A ação faz parte da Comissão Parlamentar de Inquérito que apura suposta evasão fiscal, conhecida como “CPI dos Aplicativos”. Os parlamentares paulistas alegam que as empresas teriam sedes de fachada, apontando que no local do CNPJ, agora em Osasco, há baixa operação de funcionários. A nova ação deve aumentar o ‘conflito’ entre os parlamentares paulistas e osasquenses. (Veja abaixo um trecho do vídeo da ação de hoje).
Essa não é a primeira operação realizada pelos integrantes da CPI realizada pela Câmara Municipal de São Paulo em Osasco. No dia 29 de março, os parlamentares estiveram na sede da Uber. Os vereadores paulistas alegaram na época que encontraram “pouquíssimos funcionários trabalhando em uma andar inteiro que foi apontado como “sede” da empresa. Eles revelaram ainda que não havia um diretor na unidade que muitos computadores estavam desligados da tomada.
Vereadores Osasco X Vereadores São Paulo
A ação dos parlamentares de São Paulo foi muita criticada pelos vereadores da Câmara de Osasco, a exemplo de Ribamar Silva (PSD), presidente da Câmara de Osasco, que chegou a dizer que os integrantes da CPI vieram a Osasco fazer pressão nos empresários.
“Não é competência da Câmara Municipal de São Paulo fazer diligência aqui sem nos comunicar. Se não me engano o presidente da comissão é candidato a deputado. Se quer fazer merchandising, que vá fazer na sua cidade e não aqui em Osasco. Não venha fazer politicagem no nosso município”, disparou na época.
Mas, as críticas ainda seguiram e na semana passada, o presidente da Câmara protocolou um requerimento em que solicita informações sobre a visita de vereadores da Câmara de São Paulo à sede Uber, em Osasco. No documento, que já foi encaminhado à Câmara Paulista, Ribamar pediu informações “sobre os indícios que comprovem as diligências em empresas sediadas em Osasco, bem como os eventuais ilícitos cometidos por tais empresas”, diz o documento.
Imposto sobre Serviços
Com a mudança do Uber para Osasco, a capital paulista deixará de arrecadar cerca de R$ 80 milhões por ano em Imposto Sobre Serviços (ISS). Segundo dados fornecidos pela Uber à CPI da Câmara Municipal de São Paulo, a empresa pagou R$ 584 milhões entre 2014 e 2020 na capital paulista.







