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Coronavírus: vitamina D pode reduzir complicações de saúde em pacientes

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Quem tem deficiência grave de vitamina D têm duas vezes mais chances de sofrer complicações pelo Covid-19. (Foto: Freepik)

A vitamina D parece ajudar a reduzir complicações graves entre pacientes infectados com o novo coronavírus. Isso é o que revela um estudo feito por pesquisadores do Trinity College Dublin, da Universidade de Liverpool e do Irish Longitudinal Study on Aging (TILDA), que examinaram a associação entre os níveis de vitamina D e as taxas de mortalidade por Covid-19.

Segundo a pesquisa, a vitamina D pode auxiliar o sistema imunológico no combate ao SARS-CoV-2, o vírus que causa o Covid-19.

Depois de analisar mais de 20 anos de dados europeus sobre vitamina D e compará-los com as estatísticas atuais do Covid-19, os pesquisadores mostraram que as maiores taxas de infecção e morte foram registradas entre as populações com baixas concentrações de vitamina D.

A correlação entre os baixos níveis de vitamina D e a morte do Covid-19 é “estatisticamente significativa”, disseram os autores do relatório.

“Embora atualmente não haja resultados de ensaios clínicos para provar conclusivamente que a vitamina D afeta os resultados do Covid-19, há fortes evidências circunstanciais de associações entre a vitamina D e a gravidade das respostas ao Covid-19, incluindo a morte”, disse o professor Kenny do Trinity College.

Outro estudo da Northwestern University, nos EUA, descobriu que pacientes com deficiência grave de vitamina D têm duas vezes mais chances de sofrer complicações pelo Covid-19.

Deficiência de Vitamina D

A pesquisa populacional NHANES (National Health and Nutrition Examination Survey) revelou que 90% da população constituída por negros, hispânicos e asiáticos sofrem de insuficiência de vitamina D, assim como cerca de 60% da população branca.

No Brasil, estudos revelam que o brasileiro tem uma elevada ingestão de fósforo acompanhada de deficiente ingestão de cálcio e vitamina D. O Estado de São Paulo identificou deficiência em 60% da população jovem saudável.

Banho de sol

De acordo com a Academia Nacional de Medicina, para a produção adequada de vitamina D o ideal é expor o tronco, os braços e as pernas, sem filtro solar, por cerca de 10 minutos, entre 10 e 15 horas. Pessoas com predisposição ou que já tiveram câncer de pele devem evitar essa exposição, devendo assim, procurar orientação médica para avaliar a necessidade de suplementação.

A vitamina D é produzida na pele pela exposição à luz solar UVB e é transportada para o fígado e depois para o rim, onde é transformada em um hormônio ativo que aumenta o transporte de cálcio dos alimentos no intestino e garante que o cálcio seja adequado para manter o esqueleto forte.

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