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Com Centro de Distribuição em Jandira e 20 lojas na região, Americanas tem dívidas de R$ 43 bi

Empresa tem 48 horas para apresentar lista de credores e 60 dias para manifestar um plano de reestruturação. Atualmente, marca está presente em mais de cinco mil cidades brasileiras
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São mais de 2 mil oportunidades de emprego (Divulgação/Americanas)

Empresa tem 48 horas para apresentar lista de credores e 60 dias para manifestar um plano de reestruturação. Atualmente, marca está presente em mais de cinco mil cidades brasileiras

Em 19 de janeiro, a Justiça do Rio de Janeiro aceitou o pedido de recuperação judicial da Americanas (AMER3) que alega ter dívidas de R$ 43 bilhões, envolvendo mais de 16 mil credores. No mesmo dia, as ações da Americanas tiveram uma queda de 42,53%, fechando a simbólicos R$ 1,00.

Com 25 Centros de Distribuição espalhados pelo País, sendo que um deles está localizado no município de Jandira, na região metropolitana de São Paulo, a Americanas atende mais de 5.300 cidades. Entre Osasco, Barueri, Carapicuíba, Cajamar, Cotia, Santana de Parnaíba e São Roque são cerca de 20 lojas físicas em funcionamento.

Com o pedido aprovado pelo juiz Paulo Assed, da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, a Americanas terá 48 horas para apresentar a sua lista de credores, até 60 dias para expor a primeira versão de um plano de reestruturação, 150 dias para convocar uma assembleia de credores para aprovação deste plano e no período de 180 dias, suas dívidas ficarão congeladas podendo ser prorrogado por mais 180 dias.

No Brasil, essa seria a quarta maior recuperação judicial, ficando atrás da Odebrecht, atual Novonor, com R$ 80 bilhões, Oi (OIBR3) com R$ 65 bilhões e Samarco com R$ 55 bilhões.

Em 11 de janeiro, a Americanas divulgou que havia identificado “inconsistências em lançamentos contábeis” nos balanços corporativos, no valor de R$ 20 bilhões. O presidente, Sergio Rial, deixou o cargo após nove dias de ter assumido a companhia, assim como o diretor financeiro, André Covre, que renunciou.

No dia seguinte, Rial informou que a empresa tinha R$ 8 bilhões em caixa e, em 13 de janeiro, a Justiça concedeu uma medida de urgência cautelar, dando 30 dias para a empresa avaliar sobre a necessidade de pedir recuperação judicial. A empresa alega o risco de credores pedirem o vencimento antecipado de R$ 40 bilhões de dívidas.

Agências de classificação e risco rebaixam a nota das Americanas e, em 14 de janeiro, o banco BTG Pactual, um dos principais credores da Americanas, recorre na Justiça contra a liminar que a protegia por 30 dias contra vencimento antecipado de dívidas.

Em 18 de janeiro, Justiça concede ao BTG Pactual o direito de bloquear R$ 1,2 bilhão da Americanas que serve para o banco pudesse se proteger de um eventual calote. Na manhã de 19 de janeiro, a empresa confirma que há R$ 800 milhões em caixa, e no período da tarde, Justiça aceita o pedido de recuperação judicial da Americanas.