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Cidades da região têm estoques de medicamentos e oxigênio, mas correm risco de desabastecimento

"Hoje, se acabasse o fornecimento geral, Cajamar teria estoque para uma semana com a UTI lotada em sua capacidade máxima", diz administração municipal da cidade em nota
Cilindros de oxigênio na Policlínica Zona Norte, em Osasco (Francisco Cepeda / Giro S/A)

Além do colapso de leitos de enfermaria e UTI pelo Brasil, os municípios correm o risco de ficar sem os medicamentos necessários para entubação de pacientes diagnosticados com covid-19. A possível falta de oxigênio também é uma realidade em centenas de municípios. Porém, ainda que a demanda esteja alta e haja muita concorrência para aquisição de suprimentos, as cidades da região oeste da Grande SP que fazem parte do Consórcio Cioeste, ainda têm estoque de insumos. Pelo menos por enquanto. É o que informa o levantamento realizado pelo Giro S/A nesta sexta (19).

Cajamar enfrenta uma situação complicada. Para dar conta da demanda, o município está revezando os bloqueadores musculares, fazendo substituições e buscando opções para evitar o desabastecimento de medicamentos. “Hoje, se acabasse o fornecimento geral, teríamos estoque para uma semana com a UTI lotada em sua capacidade máxima”, informa nota da Prefeitura.

Em Osasco, há dificuldade para aquisição de medicamentos. De acordo com nota da Prefeitura, “os estoques estão críticos, porém sob controle”. A comunicação lembra, ainda, que a ajuda do governo estadual é fundamental para manter os níveis de abastecimento.

(Francisco Cepeda / Giro S/A)

Barueri também está enfrentando dificuldades para aquisição de remédios devido à disputa de mercado, mas, de acordo com a Prefeitura, está empenhando todos os esforços para reabastecer os estoques no menor tempo possível. De acordo com a nota, os estoques de oxigênio do Hospital Municipal Dr. Francisco Moran estão sendo repostos regularmente. A empresa fornecedora de oxigênio gasoso e oxigênio líquido afirmou à Prefeitura que não há risco de desabastecimento no momento.

Na segunda cidade mais populosa da região, Carapicuíba, há estoque de medicamentos necessários para intubação para dois meses. “No cenário atual não há risco de desabastecimento. A Secretaria de Saúde trabalha para que não haja desabastecimento de oxigênio. É importante ressaltar que o PS Vila Dirce possui usina de oxigênio”, informa.

As outras cidades da região que compõem o Cioeste não responderam aos questionamentos até o fechamento desta reportagem.