O valor da cesta básica aumentou em 14 capitais brasileiras e diminuiu em outras 13, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos de fevereiro, realizada pelo DIEESE, em parceria com a Conab. São Paulo foi a cidade onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 852,87), apesar de ter registrado queda nos preços dos alimentos.
Na sequência aparece Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53) e Cuiabá (R$ 793,77).
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Cesta básica: maus detalhes dos custos
O valor do conjunto da cesta aumentou em 14 capitais e diminuiu em 13. Entre janeiro e fevereiro de 2026, as principais altas ocorreram em Natal (3,52%), João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%), Vitória (1,79%), Rio de Janeiro (1,15%) e Teresina (1,07%).
No acumulado do ano – entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026 – 25 cidades tiveram elevação e duas, queda. As maiores altas ocorreram no Rio de Janeiro (4,41%), em Aracaju (4,34%) e Vitória (3,98%). Florianópolis (-0,47%) e Brasília (-0,30%) foram as capitais com variação negativa no período.
Confira, abaixo, a tabela com todas as variações:

Salário mínimo necessário
Com base na cesta mais cara, que, em fevereiro, foi a da capital paulista, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.
Em fevereiro deste ano, o salário mínimo ideal para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.164,94. Ou seja, 4,42 vezes o salário mínimo de R$ 1.621,00. Em janeiro, o valor necessário era de R$ 7.177,57, representando 4,43 vezes o piso mínimo. Em fevereiro de 2025, o salário mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 7.229,32 ou 4,76 vezes o valor vigente na época, que era de R$ 1.518,00.
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