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Após agressão, cliente pede prisão de dono do Empório Bethaville

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O empresário Alan Barros foi preso em ação da Polícia Federal (Reprodução/Redes Sociais)

Após ofensa verbal, cliente correu para não ser agredido com pedaço de madeira; vítima registrou Boletim de Ocorrência e pedirá indenização

Boletim de Ocorrência, notícia crime e pedido de prisão preventiva. Essas foram às primeiras ações tomadas por Alan Barros, cliente ofendido e que quase agredido fisicamente pelo proprietário do Empório Bethaville, Silvio Mazza Fiori, em Barueri. A confusão começou após o empresário tentar utilizar o notebook e ser impedido pelo proprietário da padaria. O vídeo, gravado pela vítima, viralizou nas redes sociais nesta sexta-feira (2).

Em entrevista ao Jornal Giro, Alan Barros revelou que ainda está em choque com tudo que aconteceu naquela quinta-feira (31). O empresário explicou que foi até o local para comer e também dar continuidade aos assuntos sobre a empresa que pretende instalar na cidade.

LEIA TAMBÉM: VIOLÊNCIA EM BARUERI: cliente de padaria sofre agressão

“Estava na região para montar o meu negócio e resolvemos parar no comércio. Fizemos o pedido e abri o meu computador. Foi quando aquele senhor chegou de forma agressiva. Sei que esse não é um caso isolado e já tiveram outros, inclusive há um vídeo de 2018, onde uma senhora é expulsa do local por estar usando um tablet enquanto aguardava o pedido”, contou.  

Pedido de indenização

O empresário garante que em nenhum momento, ele ou os amigos foram agressivos com Silvio e que tentaram justificar que estavam consumindo produtos do estabelecimento. “Quero sim uma indenização, pois foi extremamente humilhante. Ele ainda esperou eu sair do local para tentar me agredir fisicamente. Até que ponto o estabelecimento pode fazer isso? Se ele faz isso com um cliente, imagina o que ele não faz com funcionários?”, questionou Alan Barros.

Após agressão, cliente pede prisão de dono do Empório Bethaville
Empresário Alan Barros publicou vídeo nas redes sociais (Reprodução/Redes Sociais)

A vítima disse que após ter sido “alvo” da fúria do proprietário da Bethaville, tem sido procurado por outras vítimas e inclusive por atuais e ex-funcionários que fazem outras denúncias com Silvio Mazza.

“Fui procurado por outras pessoas que também foram expulsas do comércio por utilizarem notebooks ou outros eletrônicos na padaria. Além disso, funcionários e ex-colaboradores me procuraram para fazer denúncias contra o comércio. Então, o meu jurídico vai mais fundo nesta questão, apontando também essas outras situações. É muito triste e inacreditável tudo que aconteceu. Parece que estou em um pesadelo”, revelou.

Controle da situação

O empresário explicou que tentou manter a calma diante da agressividade de Silvio Mazza. “Ele é um senhor. Então, mantive a calma e preferi gravar para demonstrar que não fomos agressivos. Eu preferi correr, mas imagina se vou para enfrentamento? Poderia ter acontecido algo pior. Se comigo gravando ele fez tudo isso, imagina se não estivesse gravando?”, aponta.

Para deixar o local, Alan Barros ainda precisou acionar a Polícia Militar (PM), já que o veículo estava no estacionamento da Padaria Bethaville. “A PM veio até o local e me deu suporte para retirar o meu carro com segurança. Depois disso, procurei a Delegacia Central onde fiz o registro da ocorrência. Em um primeiro momento, senti um pouco de resistência, mas depois, eles me atenderam”, garantiu.

Questionado se ainda pretende instalar sua empresa em Barueri, o empresário revelou que o caso o fez refletir e que ainda não tomou uma decisão. “Confesso que isso me abalou um pouco, mas ainda não tomei uma decisão sobre o assunto”, finalizou.

Alan Barros também publicou um vídeo nas redes sociais sobre o caso: https://encurtador.com.br/BDTY1

Entenda o caso da Padaria Bethaville

Viralizou nas redes sociais, o vídeo do proprietário do Empório Bethaville, Silvio Mazza Fiori, discutindo com um cliente que estava com um computador na mesa do estabelecimento. Nas imagens, o dono do comércio explica que todas as mesas possuem um aviso, no qual é informado a proibição do uso das mesas que compõem o espaço para reuniões de trabalho.

Ainda nas imagens, o rapaz mostra que está consumindo, porém o responsável pela padaria Bethaville, aumenta o tom de voz e diz que as mesas são apenas para a alimentação e volta a pedir que o notebook seja guardado. “Você sabe ler. As mesas são apenas para a alimentação”, diz em uma parte do vídeo.

O clima ficou tenso e Silvio chegou a fazer ameaças ao rapaz que gravou toda a discussão. “Você vai sair lá fora. Não me filma. Vamos lá fora agora. Você não falou que é homem. Já aproveita que tem uma viatura lá fora e acertamos isso agora. Você não pode fazer isso que está fazendo e ficar me filmando”, diz o proprietário que na sequência é afastado por outro rapaz.

O outro lado

A reportagem do Jornal Giro voltou a entrar em contato, na tarde deste sábado (3), com o proprietário do Empório Bethaville, mas ele não atendeu as ligações. Na sexta-feira (2), logo após o vídeo viralizar nas redes, o jornalismo entrou em contato com a padaria Bethaville para ouvir o posicionamento do proprietário sobre os vídeos recebidos pelo jornalismo que totalizam quase 10 minutos.

Após agressão, cliente pede prisão de dono do Empório Bethaville
Cliente de empório em Barueri gravou confusão com proprietário do comércio (Reprodução/Redes Sociais)

A primeira ligação no número fixo da unidade, foi atendida por uma funcionária, que terá o nome preservado, e informou que não havia um proprietário ou responsável pela unidade no local e que não estava autorizada a fornecer o número de telefone.

Em seguida, a equipe tentou contato com o gerente da unidade, porém, as ligações feitas ao número de celular dele não foram atendidas. Também foram deixadas mensagens no aplicativo WhatsApp, mas até o fechamento desta matéria, elas não foram respondidas.

Reclamações do empório de Barueri

No portal ReclameAqui, tem uma reclamação recente de um cliente da Empório Bethaville que garante que foi surpreendido aos berros pelo proprietário enquanto aguardava dois amigos para almoçar. “Enquanto aguardávamos a última pessoa chegar, fomos surpreendidos pela grosseria do proprietário que chegou aos berros dizendo que na padaria dele não era local de fazer reunião. Tentamos argumentar que só estávamos aguardando mais uma pessoa chegar para irmos ao buffet, mas não teve conversa. Foi categórico e disse que era pra gente ir embora e não aparecer nunca mais na padaria dele”, diz a publicação.

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