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​Carapicuíba gasta R$4,7 milhões em contratos sem licitação

Município segue inadimplente com o TCE
Prefeitura diz que os gastos foram destinados à saúde. (Foto: Secom/ Carapicuíba)

Carapicuíba não entregou a prestação de contas,em relação aos gastos com a pandemia do coronavírus ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE). 

Em nota publicada no site do órgão nesta quarta-feira (17), o município segue em situação de inadimplência.

Os municípios do Estado de São Paulo tinham até o dia de 3 de junho para entregar o Questionário de Gestão de Enfrentamento da Covid-19,elaborado pelo tribunal.

De acordo com o TCE, a maioria dos gastos da cidade foi com contratos sem licitação, que se somaram mais de R$4,7 milhões.

No total, Carapicuíba recebeu mais de R$5 milhões em recursos, sendo R$ 4 milhões do Governo do Estado e R$ 1,4 milhão da União.

Os municípios paulistas, com exceção da Capital, tinham até o dia 3 de junho para preencher o questionário Gestão de Enfrentamento da Covid-19 aplicado pelo TCE.

Segundo o levantamento feito pelo TCE, com exceção da capital, as prefeituras paulistas gastaram juntas mais de R$ 1 bilhão em contratos sem licitação.

Os municípios receberam quase R$ 1 bilhão em repasses para o enfrentamento da covid-19. O governo federal repassou R$ 571 milhões, e o Governo do Estado destinou quase R$ 353 milhões, que corresponde a 39% da verba.

O TCE diz que a maior parte dos gastos das prefeituras é destinado àárea da Saúde. A outra foi destinada às empresas do terceiro setor, ligadas ao enfrentamento a Covid-19 e também a outras medidas sociais de combate à pandemia.

A Prefeitura de Carapicuíba “Respondeu o Tribunal de Contas sobre as informações de enfrentamento ao coronavírus. Ocorre que alguns dos 73 questionamentos do TCE necessitavam de dados mais completos, que a Prefeitura não conseguiu encaminhar por meios eletrônicos, através do site do Tribunal. A gestão encaminhou posteriormente, de forma analógica, todas as informações do enfrentamento ao covid-19 no município e, por esse motivo, ainda não constam no sistema”.