De fato o ‘Dia do Cachorro-Quente’ ainda está longe, pois é comemorado somente em 9 de setembro, no entanto, não dá para falar sobre o aniversário de Osasco, sem mencionar o famoso lanche, considerado um dos símbolos da cidade conhecida como a ‘capital nacional do cachorro-quente’. E motivos para isso não faltam. Basta circular pela região central da cidade, para ver de perto a imensidão de ambulantes com seus carrinhos, prontos para preparar lanche na hora.
Diferentemente de outras cidades, o cachorro-quente de Osasco é muito mais incrementado e foge do trivial pão com salsicha e ketchup. Quem pede o lanche completo, além do pão, que pode ser o tradicional ou francês (popularmente chamado de pão de banha ou pão de sal), o recheio pode ter mais de uma salsicha, além de purê, batata palha, salada variada, vinagrete, ketchup, mostarda, maionese, queijo cheddar e ralado. O preço médio de cada unidade, que pode ser servido inclusive em um prato, em uma versão “gourmetizada”, custa a partir de R$ 6,50.
Números impressionam
Hoje, somente na região central de Osasco, de acordo com dados da reportagem do Giro S/A apurados com a Prefeitura, cada carrinho vende, em média, de 25 a 60 lanches por dia. Nos bairros, a venda chega a 35 unidades ao dia.
Em todo o município, diariamente, cerca 350 pessoas, conhecidas como ‘dogueiros’, produzem o lanche em 197 carrinhos licenciados, muitos deles funcionam durante 24h. No Calçadão, segundo uma das regras estabelecidas pela administração municipal, um mesmo ponto é dividido por dois carrinhos diferentes em dias alternados. Além disso, as licenças para os trabalhos dos ambulantes do município priorizam idosos em vulnerabilidade social e deficientes físicos.
Reportagem produzida por Edmundo Leite para o jornal “O Estado de São Paulo”, aponta para o fato de que os pontos de vendas mais disputados pelos comerciantes é próximo à estação da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM) e do centro de compras Osasco Plaza.
*Colaborou: Mariana Pereira.







