A criança apresentou quadro de pneumonia e bronquiolite. Os pais só conseguiram realizar a transferência na noite de segunda-feira, 1º de maio, para o Hospital Cândido Fontoura
Um menino, de um ano, ficou uma semana intubado no Pronto-Socorro do Hospital Regional de Cotia, à espera de vaga na unidade de terapia intensiva (UTI) pediátrica. A criança apresentou quadro de pneumonia e bronquiolite. Os pais só conseguiram a transferência na noite de segunda-feira (1º) para o Hospital Cândido Fontoura, na zona leste da capital paulista.
Em virtude da alta demanda de procura, os serviços de saúde estadual estão sofrendo uma apagão de vagas pediátricas, ocasionado pelo aumento de casos de síndrome respiratória aguda grave, associada ao vírus sincicial respiratório (VSR).
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Segundo a família, a criança passou mal no último dia 23 de abril, quando apresentou um quadro de falta de ar, sendo socorrido para a unidade hospitalar de Cotia. O menino foi internado e posteriormente intubado, onde foi detectado com água no pulmão e infecção.
Com a piora do quadro de saúde, o bebê foi transferido ser transferida de ambulância na madrugada de domingo (30) para um hospital de Itapecerica da Serra, que tem UTI pediátrica.

“Chegando lá, disseram que não tinha vaga, e a ambulância voltou com o menino de novo para Cotia. Ele está com sonda nasogástrica, ligado a um monte de aparelhos. Fica esse jogo de empurra-empurra. É desesperador”, relatou a avó do bebê, Adriana Silva.
Na manhã de terça (2), a Secretaria de Saúde Estadual afirmou que a criança havia chegado às 3h30 no Cândido Fontoura. Atualmente, o menino esta bem e segue tratamento.
Sobre a doença
O VSR é responsável por até 75% das bronquiolites e 40% das pneumonias em crianças, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Ainda não existe vacina contra a doença, mas o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza, desde 2013, o medicamento palivizumabe – indicado especialmente para bebês prematuros extremos, aqueles com cardiopatia congênita ou doença pulmonar crônica, casos em que a infecção costuma ser mais grave.
De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o vírus é contagioso e transmitido pelo pelo ar, por toque e por objetos contaminados. Sua prevenção consiste em evitar ambientes fechados e com aglomeração de pessoas – sobretudo nos primeiros três meses de vida.
Manter os ambientes com ventilação adequada, lavar as mãos com sabão ou usar álcool em gel, além de máscaras são outras medidas que favorecem a redução da transmissão viral.
*com informações da Folha de São Paulo, Cotia & Cia e Fundação Fiocruz.






