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Barueri: perícia descarta transtorno mental de acusado de matar enteada de 10 anos

A perícia psiquiátrica foi realizada em 27/11, a pedido da 2ª Vara Criminal do Foro de Barueri, no âmbito de um processo criminal; saiba mais
O laudo também responde que não há indicação de internação ou tratamento ambulatorial (Reprodução/Redes Sociais)

A perícia psiquiátrica do Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc) concluiu, por meio de laudo, que Diego Antonio Sanches Magalhães, de 32 anos, acusado de assassinar a enteada, Larissa Manuela Santos de Lucena, de 10 anos, não possuía nenhuma doença mental que o impedisse de entender o que estava fazendo no dia do crime, em Barueri.

As informações foram divulgadas na terça-feira (6), pelo portal de notícias G1. A vítima foi encontrada morta, com 16 facadas, na casa da mãe, onde vivia no Jardim Tupã, em Barueri, no dia 12 de junho de 2025.

Na época do crime, ada Polícia Militar (PM) foram acionados para atender uma ocorrência de tentativa de suicídio e, no local, encontraram a vítima já sem vida. Ao longo da investigação, a Polícia Civil de Barueri reuniu uma série de elementos que passaram a direcionar as apurações para Diego Antonio Sanches Magalhães, então namorado da mãe da vítima.

Em interrogatório no dia 23 de junho, Diego confessou ser o autor do homicídio, alegando que “perdeu a cabeça” depois que a criança o chamou de “corno”.

A perícia psiquiátrica foi realizada em 27 de novembro, a pedido da 2ª Vara Criminal do Foro de Barueri, no âmbito de um processo criminal.

De acordo com o laudo, Diego morava com a mãe, trabalhava como montador de móveis, tem ensino médio completo e dois filhos que não moram com ele. Ele relatou uso eventual de álcool aos fins de semana, em pequena quantidade, e negou o uso de drogas.

Como ocorreu a entrevista

Segundo o G1, na entrevista, o acusado descreveu sua versão sobre os fatos investigados e afirmou que decidiu assumir a autoria do crime após ser ameaçado por populares, acreditando que ficaria protegido pela Justiça.

No exame médico, o perito apontou que indivíduo estava “consciente e atento, plenamente orientado, com humor estável”. O pensamento era considerado normal, com raciocínio lógico, sem sinais de alterações na percepção da realidade nem presença de ideias delirantes.

O laudo aponta características de personalidade, como egocentrismo e carência de empatia, mas destaca que não foram identificadas alterações psicopatológicas.

Segundo a conclusão do documento, essas características não configuram doença mental. O perito afirma que não houve, à época dos fatos, nenhuma condição psiquiátrica que tornasse o acusado inimputável ou semi-imputável.

O laudo também responde que não há indicação de internação ou tratamento ambulatorial, nem necessidade de aplicação de medida de segurança. Ainda conforme o documento, não foi identificada alteração psicopatológica relacionada ao uso de medicamentos ou a internações psiquiátricas prévias.

Ao g1, o advogado de defesa da família de Larissa, Lucas Silva Santos, disse que aguarda o julgamento de Diego, que permanece preso preventivamente.

Relembre o crime ocorrido em Barueri

Crime ocorreu no Jardim Tupã (Reprodução/Redes Sociais)

Larissa Manoela foi encontrada morta pela mãe no fim da tarde do dia 12 de junho, dentro da residência da família, no bairro Jardim Tupã, em Barueri. A vítima apresentava diversas perfurações de faca no pescoço e na região torácica.

Ao longo das investigações, feitas pela Polícia Civil de Barueri, a mãe da criança, Adenúzia Silva, relatou aos policiais que saiu de casa para trabalhar por volta das 6h e que a filha iria para a escola no período da tarde.

No dia 23 de junho, o padrasto confessou ser o autor do crime. Diego Sanches, que era investigado como principal suspeito, havia negado qualquer envolvimento em depoimento prestado na semana passada, mas acabou assumindo a autoria durante novo interrogatório conduzido pela Polícia Civil de Barueri.

Imagens de câmeras de segurança registraram movimentos suspeitos nas imediações do local na data do crime, o que levou os investigadores a associar Diego Sanches às circunstâncias do assassinato. Durante as diligências, chinelos e um aparelho celular pertencentes ao suspeito foram apreendidos.

Em depoimento à Polícia Civil de Barueri, o acusado disse que assassinou a criança após ter sido chamado de “corno”. Em seu relato, ao questionar Adenúzia Silva, mãe da vítima, ela disse que a mulher havia saído, mas não mencionou se tinha sido acompanhada de um homem ou não.

Segundo ele, em determinado momento Larissa disse: “Você é corno”. O acusado falou que, ao ouvir a frase, perdeu a cabeça, puxou Larissa da cama e a jogou no chão. Em seguida, ele diz que pegou uma faca na cozinha e esfaqueou a menina diversas vezes.

O indivíduo ainda ressaltou que no momento em que cometeu o crime, ele não estava sob efeito de álcool ou qualquer outro tipo de substância entorpecente.

Por fim, Adenúzia relatou que o genitor de Larissa era muito agressivo tanto com ela quanto com a filha, a qual, inclusive, possuía uma medida protetiva preventiva contra ele.

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