O Ministério Público de São Paulo formalizou a denúncia contra o homem acusado de matar a enteada de 10 anos com 16 facadas em Barueri. Ele responderá por feminicídio contra menor de 14 anos, com qualificadoras de meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
A acusação foi apresentada pelo promotor Vitor Petri e acolhida pela 2ª Vara Criminal da cidade. A pedido do MP, o juiz Fábio Calheiros do Nascimento decretou a prisão preventiva do suspeito, que teria cometido o crime após desconfiar de uma traição da companheira, mãe da vítima.
De acordo com a denúncia, o ataque ocorreu enquanto o homem e a menina estavam sozinhos em casa. Após o crime, ele teria seguido com a rotina normalmente e fingido surpresa ao descobrir o corpo, encontrado posteriormente pela mãe da criança.
O Ministério Público também solicitou que o réu seja condenado ao pagamento de R$ 100 mil em indenização aos pais e ao irmão da vítima. Tendo em vista alegações de problemas psicológicos e notícia de tentativa de suicídio, a Justiça determinou a realização de exame de sanidade mental no investigado.
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Relembre o caso
Larissa Manoela foi encontrada morta pela mãe no fim da tarde do dia 12 de junho, dentro da residência da família, no bairro Jardim Tupã, em Barueri. A vítima apresentava diversas perfurações de faca no pescoço e na região torácica.
Ao longo das investigações, feitas pela Polícia Civil de Barueri, a mãe da criança, Adenúzia Silva, relatou aos policiais que saiu de casa para trabalhar por volta das 6h e que a filha iria para a escola no período da tarde.
No dia 23 de junho, o padrasto confessou ser o autor do crime. Diego Sanches, que era investigado como principal suspeito, havia negado qualquer envolvimento em depoimento prestado na semana passada, mas acabou assumindo a autoria durante novo interrogatório conduzido pela Polícia Civil de Barueri.


Diego Sanches confessou ter assassinado a menina Larissa Manuela de apenas 10 anos (Reprodução)
Imagens de câmeras de segurança registraram movimentos suspeitos nas imediações do local na data do crime, o que levou os investigadores a associar Diego Sanches às circunstâncias do assassinato. Durante as diligências, chinelos e um aparelho celular pertencentes ao suspeito foram apreendidos.
Em depoimento à Polícia Civil de Barueri, o acusado disse que assassinou a criança após ter sido chamado de “corno”. Em seu relato, ao questionar Adenúzia Silva, mãe da vítima, ela disse que a mulher havia saído, mas não mencionou se tinha sido acompanhada de um homem ou não.
Segundo ele, em determinado momento Larissa disse: “Você é corno”. O acusado falou que, ao ouvir a frase, perdeu a cabeça, puxou Larissa da cama e a jogou no chão. Em seguida, ele diz que pegou uma faca na cozinha e esfaqueou a menina diversas vezes.
O indivíduo ainda ressaltou que no momento em que cometeu o crime, ele não estava sob efeito de álcool ou qualquer outro tipo de substância entorpecente.
Por fim, Adenúzia relatou que o genitor de Larissa era muito agressivo tanto com ela quanto com a filha, a qual, inclusive, possuía uma medida protetiva preventiva contra ele.
*com informações do portal Cotia e Cia.
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