De acordo com o Governo Federal foi encomendado de uma empresa da China 10 mil testes, mas a quantidade não supre os reias números que a fila possui, como o caso de São Paulo, que tem 13,4 mil exames sem resultados na fila. O total real deve ser maior ao número de testes não processados e à subnotificação dos casos leves.
Segundo Benisio Ferreira da Silva Filho, coordenador do Curso de Biomedicina do Centro Universitário Internacional Uninter, devido a essa dependência “nós sofremos com os custos e, em caso de emergência como essa que vivemos, precisamos entrar na fila para concorrer com outros países. O fato de o Brasil ser muito grande ajuda a piorar a situação, pois o volume de equipamentos e reagentes é proporcional, ou seja, precisamos de muito.”
Para o biomédico, o Brasil tem conhecimento e mão de obra qualificada, mas não tem investimento e incentivo. Isso faz com que muitos cientistas deixem o País. “Se soubéssemos aproveitar nosso conhecimento e mão de obra, seríamos sim independentes em boa parte da área da saúde, tanto em produção de equipamentos e reagentes, quanto na área de negócios. Poderíamos produzir e vender. Atualmente não produzimos, não vendemos, perdemos pesquisadores e pagamos muito caro por isso”, afirma.







