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Aumento de internações por covid-19 volta a preocupar prefeitos de cidades da região oeste da Grande SP

Gestores municipais voltaram a recomendar uso de máscaras, além de intensificarem a imunização de sua população com doses de reforço
3ª dose está disponível para adolescentes entre 12 e 17 anos; já a 4ª, para pessoas acima dos 60 anos (Divulgação/Governo do Estado de SP)

A flexibilização do uso de máscaras nos 645 municípios de São Paulo e o descuido de muitos cidadãos em não voltar aos postos para tomar as doses de reforço – ou nem ao menos se importar em tomar uma única dose da vacina contra a covid -, está surtindo efeito… e não é positivo. O número de internações por conta das variantes do novo coronavírus voltou a subir no estado. Segundo a secretaria estadual da Saúde, no mês de maio, a quantidade de novas internações aumentou 120%.

Embora os números sejam bem menores do que nos picos das ondas anteriores, com as diferentes variantes que foram enfrentadas, eles já começam a preocupar principalmente os prefeitos e as autoridades de Saúde. Nesta terça-feira (31), a porcentagem de leitos ocupados por pacientes com covid na região metropolitana de São Paulo era de 40,5%(UTI) e 40,1% (enfermaria). No estado, o número era um pouco menor: 34% (UTI) e 32,7% (enfermaria).

A média diária de novos casos da doença no estado também voltou a subir. Na segunda (31) foram registrados 5.047casos, um aumento de 35% em relação aos dados de 14 dias atrás (3.731). Um dia depois de divulgado estes dados, o Comitê Científico de SP voltou a recomendar uso em locais fechados, como já havia feito o prefeito de Carapicuíba, Marcos Neves (PSDB), que pediu o retorno da utilização das máscaras para alunos e funcionários das escolas municipais. Embora esta atitude não tenha modificado a legislação vigente (ela prevê a obrigatoriedade do equipamento apenas em ambientes hospitalares e no transporte coletivo), isso tem se tornado uma atitude cidadã, praticada por quem preza pela sua saúde e pela saúde das outras pessoas que estão ao redor.

Vacinação, casos, mortes e letalidade na região

Os municípios da região metropolitana oeste da Grande São Paulo (Araçariguama, Barueri, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba, São Roque, Vargem Grande Paulista) já estão disponibilizando a dose de reforço para adolescentes de 12 a 17 anos.

Outros grupos também estão aptos a receberem a 3ª dose: são as pessoas com mais de 18 anos que tenham recebido a vacina da Janssen há pelo menos 2 meses da 1° dose; as mulheres que receberam a vacina Janssen previamente e atualmente estão gestantes ou puérperas; as pessoas com alto grau de imunossupressão com 18 anos ou mais, que tenham recebido a 2ª dose ou dose única há pelo menos 28 dias; e os adolescentes de 12 a 17 anos, com imunossupressão, inclusive gestantes e puérperas que tenham recebido a 2ª dose da Pfizer há pelo menos 56 dias. Já a 4ª dose (também chamada de 2ª dose de reforço), pode ser tomada em todo o estado por pessoas com mais de 60 anos de idade.

Nas 12 cidades listadas, a covid vitimou fatalmente 8.355 pessoas desde o começo da pandemia. Já o número de casos somou 209.668.A letalidade varia e sua média atual é de 3,45% (veja o número por cidade na tabela).