Em trechos alagados, o motorista deve manter velocidade baixa e constante. Fazer um seguro para auto é boa opção para proteger seu patrimônio
As fortes chuvas têm castigado o Estado de São Paulo, principalmente a capital paulista e a Região Metropolitana. E o motorista, muitas vezes, é pego de surpresa com vias alagadas e, consequentemente, impossíveis de trafegar.
Passar por um alagamento pode ser perigoso para você e para o seu veículo. A reportagem do Jornal Giro separou cinco dicas essenciais para enfrentar essa situação com mais segurança.
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Motorista: segurança é primordial
Se puder, evite trafegar em dias de fortes chuvas e busque rotas alternativas. A segurança sempre vem em primeiro lugar. Mas, caso não seja possível, damos cinco dicas para passar em alagamentos:
1. Avalie a profundidade da água
O motorista deve evitar passar em alagamentos se a água estiver acima do meio da roda. Caso não consiga medir a profundidade, observe outros carros atravessando antes de seguir na via.
2. Mantenha velocidade constante
Em trechos alagados, o motorista deve manter a velocidade baixa e constante, sem acelerar ou frear bruscamente. Isso evita que a água entre no motor e reduz o risco de aquaplanagem.
3. Evite áreas com forte correnteza
A correnteza pode arrastar o veículo, mesmo se a água não estiver tão alta. Se a água estiver se movendo rapidamente, o melhor é procurar um caminho alternativo ou esperar o nível baixar.
4. Não ligue o veículo caso ele apague
Se o motor desligar no meio do alagamento, não tente ligá-lo novamente. Esta ação pode gerar calço hidráulico, danificando gravemente o motor. O ideal é empurrar o carro para um local seguro e chamar um mecânico.
Calço hidráulico é um problema mecânico que surge quando um líquido – água ou combustível, por exemplo – entra na câmara de combustão de um motor a pistão. O acúmulo de líquido impede a movimentação do pistão, travando o motor do automóvel.
5. Teste os freios ao sair da água
Após passar por um trecho alagado, teste os freios pressionando o pedal levemente algumas vezes para secar as pastilhas e recuperar a eficiência.

Seguro: proteção do bem
Para proteger o seu patrimônio, o motorista pode contratar um seguro que cobre sinistros ocasionados por chuvas e enchentes, acontecimentos cada vez mais comuns. Segundo Eduardo Menezes, superintendente Sênior de Ramos Elementares da Bradesco Seguros, sediada em Alphaville, Barueri, a quantidade de sinistros de alagamento de janeiro a abril correspondem a, aproximadamente, três vezes a média desse mesmo tipo de sinistro nos demais períodos. “Mas, esse número pode variar e se deslocar entre os meses dependendo das questões climáticas e meses atípicos, como o caso do RS em maio de 2024”, complementa Menezes.
Mas, há alguma situação na qual o seguro não cobriria? De acordo com o superintendente da companhia, a seguradora fica atenta à questão do agravamento voluntário do risco, que acontece quando o cliente opta por correr um risco como, por exemplo, decidir atravessar uma rua alagada ou obstruída quando não há necessidade. “Nestes casos, segundo as condições gerais, o direito do cliente à indenização pode ficar prejudicado”, explica ele. Vários fatores são considerados na avaliação de sinistros com essas características, tais como, o cliente, o condutor, data, hora e local da ocorrência, dentre outros.
O valor do seguro depende da conjugação de diversas variáveis: veículo, experiência do segurado, perfil do condutor, região, coberturas contratadas e respectivos limites.
No seguro auto da Minuto Seguros, uma empresa da Creditas, a cobertura contra danos causados por desastres naturais está dentro da cobertura compreensiva, mais ampla e que também protege o veículo contra colisões, roubos e furtos e os danos da natureza. O cliente deve se atentar que, caso o veículo sofra danos devido a enchentes ou outros desastres naturais, é importante registrar imagens para facilitar o processo de sinistro.
“A contratação do seguro automotivo passa a ter uma importância muito grande quando avaliamos os cenários de desastres naturais. É uma garantia não só da proteção financeira e do bem daquele motorista, mas também uma tranquilidade muito necessária para que o cliente se sinta seguro e amparado em caso de algum imprevisto”, ressalta Marina Leal, Head de Estratégia de Seguros da Creditas.
Prejuízo com as chuvas: mais de R$ 79 bilhões
Em apenas dois meses, tempestades intensas deixaram um rastro de destruição, afetando veículos e imóveis, impactando milhares de pessoas.
De acordo com a Confederação Nacional de Municípios (CNM), as chuvas causaram mais de R$ 79,3 bilhões em prejuízos no País entre 2013 e 2023. Isso corresponde a 19,7% do total de R$ 401,3 bilhões em prejuízos causados por desastres naturais. Entre os episódios mais recentes, a tempestade de 24 de janeiro transformou as ruas da capital paulista em rios, provocando alagamentos e quedas de energia.
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