Após Páscoa fraca, varejo espera vender mais em maio

Menor crescimento da Semana Santa pode ser compensado com as compras do Dia das Mães
Dia das Mães costuma ser uma data de fortes vendas
da Credz e responsável pela análise, alguns fato- res contribuem para este incremento. Um deles se- rá a queda das tempera- turas, o que deverá elevar consumo dos segmentos de calçado, têxtil e vestu- ário. “As roupas e calça- dos desta estação, por exemplo, possuem um tí- quete médio maior com- parado a outras esta- ções”, afirma Simões

As vendas na semana da Páscoa tiveram crescimento de 3,1%. O resultado foi inferior ao do ano passado, que registrou alta de 5,4%. Já o desempenho registrado no fim de semana teve acréscimo de 3,6%. Os dados são do Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio. Para economistas da instituição, alta da inflação e altas taxas de desemprego seguraram as vendas da Páscoa.
Em contrapartida, a Credz, emissora e bandeira de cartões de crédito de loja, realizou uma sondagem com redes parceiras e constatou que a perspectiva dos varejistas em segmentos analisados é alavancar em pelo menos 10% o tíquete médio em maio, comparado ao mesmo período de 2018, impulsionado, principalmente pelo Dia das Mães, que é uma das principais datas do calendário de vendas.
De acordo com Flávio Simões, diretor de desenvolvimento de negócios da Credz e responsável pela análise, alguns fatores contribuem para este incremento. Um deles será a queda das temperaturas, o que deverá elevar consumo dos segmentos de calçado, têxtil e vestuário. “As roupas e calçados desta estação, por exemplo, possuem um tíquete médio maior comparado a outras estações”, afirma Simões.
Outro fator a ser considerado é que o Dia das Mães em 2018 foi prejudicado pela greve dos caminhoneiros. Muitas mães receberam apenas “pequenas lembranças” que resultou em um tíquete médio menor no varejo.