Mudanças em Congonhas e mais opções de transporte premium conectam moradores à Faria Lima em menos de 10 minutos
Lucia Camargo Nunes
@viadigitalmotorsoficial
A pandemia impulsionou o uso da aviação executiva, já que empresários perceberam vantagens na flexibilidade e conveniência para seus negócios.
O Brasil possui a segunda maior frota de jatos executivos do mundo e lidera na região da América Latina e Caribe, que conta com cerca de 12% dos jatos globais, totalizando 2.975 aeronaves.
A Mordor Intelligence projeta um crescimento superior a 100% no mercado de jatos executivos na América Latina até 2029, com o Brasil liderando esse avanço.
Frota no País
A partir do levantamento da Airbus Corporate Jets, o país tem 1.103 jatos particulares, ficando atrás apenas dos EUA com 15.492 aeronaves, e à frente do México com 1.030. A idade média dos jatos brasileiros é de 18 anos.
A utilização de jatos executivos é motivada pela rapidez, flexibilidade e economia de tempo ao acessar diferentes regiões, beneficiando negócios, viagens em família com comodidade e privacidade, além de atender artistas, esportistas e celebridades em deslocamentos para eventos, turnês e compromissos diversos.
Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Angra dos Reis, Salvador e Curitiba são as principais rotas dos jatos executivos saindo de São Paulo, a maioria do Aeroporto de Congonhas.
Catarina tem aumento de demanda
Na região, o Aeroporto São Paulo Catarina, em São Roque, registrou um aumento de quase 50% no volume de voos no primeiro trimestre de 2025, num total de 5.147 voos (9% deles foram de voos internacionais).
Em 2024, houve crescimento de 41,1% em pousos e decolagens e um aumento de 91,4% no movimento de aeronaves avulsas. O aeroporto destaca-se pela infraestrutura, operação contínua (24 horas) e ausência de restrições de slots para voos domésticos e internacionais.
O aeroporto Catarina vem se firmando como um centro para a elite, principalmente para quem mora na Região Oeste, enquanto Congonhas reduz autorizações para jatinhos.
Helicópteros
Dados Alesp do final de 2024 indicavam uma frota de 1.155 helicópteros no Estado. A cidade de São Paulo detém a maior frota segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), com mais de 410 aeronaves e 260 helipontos, onde ocorrem cerca de 2.200 pousos e decolagens diários. São Paulo é considerada a capital mundial dos helicópteros.
Em Barueri, a Anac tem o registro de 27 helipontos, enquanto em Santana de Parnaíba são dois pontos.
A Revo, empresa de mobilidade, vem transformando o transporte por helicóptero em São Paulo ao torná-lo mais acessível, com quatro rotas no estado há quase dois anos que permitem compras de assentos individuais semelhantes a voos comerciais.
As rotas partem das regiões da Faria Lima e Cidade Jardim, levando passageiros ao Aeroporto de Guarulhos, Alphaville ou ao Condomínio Fazenda Boa Vista, além de voos sazonais para o litoral norte paulista no verão.
Em menos de 10 minutos, um morador de Alphaville é levado à região da Faria Lima, por cerca de R$ 2.500. Os serviços incluem transporte premium, com busca em carros executivos e lounge exclusivo nos aeroportos.
Utilizando helicópteros Airbus H155 e H135, as reservas podem ser feitas por meio de um aplicativo.
Com o crescimento do Brasil como um centro global de aviação executiva e de helicópteros, esses modais assumem papel estratégico na economia e sociedade, destacando-se pela agilidade, comodidade e suporte a grandes eventos, consolidando-se como um serviço vital de transporte de alto valor no país.
A expansão de infraestruturas, como o Aeroporto São Paulo Catarina, e a inovação em serviços, como os da Revo, apontam para um futuro onde a aviação particular se tornará ainda mais integrada e acessível aos moradores da região.
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