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Água do Rio Tietê em Osasco, Barueri e Parnaíba é considerada péssima

A análise no Rio Tietê foi baseada nos dados do monitoramento realizado por grupos integrantes do programa “Observando os Rios”; saiba mais
Rio Tietê Cepeda
Dos mais de mil quilômetros monitorados, a qualidade da água do rio foi classificada como "ruim" em 131 km e "péssima" em outros 76 km (Francisco Cepeda/Giro S/a)

A análise no Rio Tietê foi baseada nos dados do monitoramento realizado por grupos integrantes do programa “Observando os Rios”; saiba mais

A bacia hidrográfica do Rio Tietê, que corta quase todo o estado de São Paulo, registrou um aumento em sua mancha de poluição. Os resíduos cresceram em 47 quilômetros saltou para 207 km de 2023 para 2024. Os dados são da Fundação SOS Mata Atlântica e foram divulgados na última quinta-feira (19).

De acordo com a entidade, a qualidade da água do rio foi classificada como “ruim” em 131 km e “péssima” em outros 76 km. Esses dados correspondem a 35,9% dos 576 km monitorados dos 1.100 km totais, que vão da nascente em Salesópolis (SP) até Barra Bonita (SP), no interior do estado.

No trecho das cidades de Osasco, Barueri e Santana de Parnaíba, água foi considerada como “péssima”. Enquanto nos municípios de Pirapora do Bom Jesus e Araçariguama, o local teve o líquido considerado como “Ruim”.

A análise foi baseada nos dados do monitoramento mensal realizado por grupos voluntários integrantes do programa “Observando os Rios”, em 61 pontos de coleta, distribuídos em 39 rios da bacia do Tietê, em rios e afluentes. O programa envolve 44 grupos de voluntários, em 28 municípios, com 22 destes pontos na capital paulista.

 “A qualidade ambiental das bacias é reflexo dos serviços de saneamento básico, do uso e ocupação do solo, da cobertura florestal, do clima e das atividades econômicas desenvolvidas nas regiões hidrográficas. O monitoramento da qualidade da água, realizada de forma voluntária e continuada por grupos da sociedade, é um instrumento de cidadania e governança em prol de Água Limpa para todos”, ressalta a fundação SOS Mata Atlântica, em seu estudo.

Rio Tietê: ações de limpeza

Segundo o Governo do Estado de São Paulo, retirou-se mais de 1,7 milhão de metros cúbicos de resíduos dos rios Tietê e Pinheiros – 121 mil caminhões cheios – desde o lançamento do programa “Integra Tietê”, em março do ano passado, até agosto deste ano.

“O trabalho de desassoreamento remove sujeira, sedimentos e outros materiais do fundo dos cursos d’água, melhorando as condições ambientais dos rios e auxiliando no combate a enchentes, já que amplia a capacidade de absorção das chuvas”, explicou a gestão executiva paulista.

As ações de limpeza ocupariam uma ocupariam uma distância de 1.210 km. É maior do que o trajeto entre São Paulo e Vitória-ES (949 km) ou praticamente a distância da capital paulista até Assunção, no Paraguai (1.334 km).

A retirada dos sedimentos acontece no leito do rio Tietê (Francisco Cepeda/Giro S/A)

Executado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado (Semil), o programa ganhou mais dois novos lotes de atuação no mês passado e renovação de contrato de desassoreamento do Pinheiros, que juntos farão a retirada de mais 1,5 milhão de metros cúbicos de sedimentos – equivalente a 120 mil caminhões enfileirados –, com investimento de R$ 302,7 milhões.

Com isso, a inciativa deve encerrar 2024 com um resultado ainda melhor que em 2023, quando foi retirado mais de 1 milhão de metros cúbicos do Rio Tietê e do Rio Pinheiros, o equivalente a mais de 80 mil caminhões, com investimento de R$ 298,5 milhões.

Em 2024, somente de janeiro a agosto, 717 mil metros cúbicos já foram retirados, que representam um investimento de R$ 157,69 milhões.

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