Uma advogada, de 25 anos, denunciou, nesta sexta-feira (28), um delegado da Delegacia de Defesa da Mulher de Barueri à Corregedoria da Polícia Civil, após supostas agressões sofridas dentro da unidade policial na última quinta-feira (27).
Segundo a vítima, a história começou na semana passada quando sua cliente se dirigiu à DDM para registrar boletim de ocorrência de violência doméstica contra o marido. A violência da cliente da advogada que está em processo de divórcio, começou após o companheiro receber a procuração para início da separação judicial. Ele teria ficado furioso e tentado agredir a esposa. Diante da situação, ela foi até o DP para relatar o ocorrido e o delegado não registrou o BO conforme prevê a lei.
Ela e a cliente então retornaram à unidade policial para complementar o registro dos fatos na última sexta-feira (21) e ocorreu o primeiro desentendimento. Ontem (27), a advogada, após possíveis entraves impostos pelo delegado, foi até à Delegacia para retirar o número do processo da cliente e ocorreu o desentendimento entre as partes.
Assustada com o tom da conversa, a vítima pegou o seu celular e começou a gravar. Neste momento, segundo ela, o delegado levantou e partiu para cima dela dando uma “ombrada”, pegou-a pelos braços, a derrubou no chão e, em seguida, deu voz de prisão à mulher e apreendeu seu aparelho de celular sem autorização judicial.
“Ele me machuca no braço, eu já fiz o exame de corpo de delito as lesões já foram constatadas inclusive”, conta. “No que eu estou filmando, eles partiram pra cima de mim novamente e nisso eles tomam o meu celular, momento em que eu sou agredida novamente para tirar o celular de mim. Estou sem meu celular até agora, que é meu objeto de trabalho”, conta a jurista que faz parte de uma escritório conceituado de direito da família.
Durante o registro do caso à Corregedoria, a vítima fez o exame de corpo delito para constar as possíveis lesões. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o caso será investigado pela DDM de Barueri. Qualquer queixa quanto à postura de policiais civis no atendimento de ocorrências deve ser direcionada à Corregedoria da instituição para a devida apuração dos fatos. Foi solicitado à SSP entrevista ao delegado e a pasta negou. “A autoridade policial não tem interesse na entrevista”, disse em nota.
A Ordem dos Advogados de Brasil (OAB) afirma que acompanha o caso. “A OAB SP e OAB Barueri lamentam o ocorrido e informam que as devidas providências foram cumpridas. Ambas as presidências das Comissões, juntamente com toda a diretoria da Secional, da Subseção e as Conselheiras da região, estão à disposição para que as garantias das prerrogativas profissionais estejam preservadas”, diz em nota a OAB-SP, que conclui: “A OAB SP e a Subseção OAB Barueri, preservando suas boas condutas de atendimento a qualquer caso, não admitem nenhum tipo de violência, principalmente em se tratando de mulheres e sobretudo contra as advogadas”.







