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Transplante capilar alia técnica e precisão para restaurar fios

Transplante capilar é indicado para quem sofre de perda capilar (Divulgação/Freepik)

A busca por soluções eficazes contra a calvície e a rarefação capilar tem levado cada vez mais pessoas a recorrerem ao transplante capilar. O procedimento, que combina técnica cirúrgica e tecnologia de ponta, tem proporcionado resultados cada vez mais naturais.

“O transplante capilar é um procedimento médico cirúrgico que tem como objetivo redistribuir os fios de cabelo de áreas com boa densidade capilar — geralmente a nuca e as laterais da cabeça — para áreas com falhas, rarefação ou calvície, como o topo e a região frontal do couro cabeludo”, explica o Dr. Luiz Teixeira da Silva, especialista em medicina estética.

Segundo ele, há dois métodos principais para a realização do transplante: a técnica FUT, conhecida como “técnica da faixa”, e a FUE, que é a “extração individual”.

Técnicas utilizadas

Sobre o método FUT, o médico explica: “O cirurgião retira uma faixa de couro cabeludo da região posterior — geralmente da nuca. Essa faixa é dissecada sob microscópio, separando as unidades foliculares, de um a quatro fios. Os folículos são então implantados manualmente nas áreas calvas.”

Entre as vantagens, ele destaca que o método permite transplantar um grande número de fios em uma única sessão e tem ótima taxa de sobrevivência dos folículos, pois há menor manipulação direta. A desvantagem, porém, é que “deixa uma cicatriz linear na nuca, e a recuperação é um pouco mais lenta e desconfortável. Não é indicada para quem deseja usar o cabelo muito curto.”

Já na técnica FUE, “os folículos são retirados individualmente, um a um, com microinstrumentos de 0,8 a 1 mm. Não há necessidade de corte linear nem de pontos. Os enxertos são armazenados e depois implantados nas áreas receptoras”, explica.

Quem pode fazer o transplante

“O transplante capilar é indicado para a maioria das pessoas que apresentam perda de cabelo permanente, mas nem todos são bons candidatos. A seleção adequada é essencial para garantir resultados naturais e duradouros”, afirma o Dr. Luiz.

Entre os principais grupos indicados estão homens com calvície androgenética, mulheres com rarefação capilar e pacientes com cicatrizes causadas por traumas ou cirurgias. No entanto, há restrições: “Não há idade mínima ou máxima fixa, mas o ideal é após os 25 anos, quando o padrão de calvície já está mais definido”, explica o médico.

Ele ressalta também que o transplante deve ser evitado em casos de doenças do couro cabeludo ativas, como lúpus, psoríase e dermatite seborreica intensa, além de condições sistêmicas descompensadas, como diabetes não controlado e hipertensão grave.

Preparação antes da cirurgia

Antes do transplante, é fundamental realizar uma avaliação detalhada. “Os exames pré-operatórios são fundamentais para garantir segurança cirúrgica e identificar condições que possam interferir na cicatrização ou na viabilidade dos folículos”, destaca o Dr. Luiz.

Além dos exames, o médico reforça a importância de alguns ajustes na rotina. “O paciente precisa adotar alguns ajustes antes do transplante capilar, especialmente em relação à alimentação, medicamentos e hábitos de vida, pois isso influencia diretamente na cicatrização, sobrevivência dos folículos e resultado estético do procedimento.”

Entre as recomendações, estão manter uma alimentação equilibrada, suspender o tabagismo e evitar o consumo de álcool antes da cirurgia. “O cigarro é um dos principais inimigos do transplante capilar, porque reduz a oxigenação tecidual e aumenta o risco de necrose e má cicatrização”, alerta o especialista.

Cuidados após o procedimento

De acordo com o médico, o pós-operatório é uma das etapas mais importantes para o sucesso do tratamento. “O pós-operatório do transplante capilar é uma das etapas mais importantes para o sucesso do procedimento. Embora seja uma cirurgia de baixa complexidade, os cuidados nos primeiros dias determinam a taxa de sobrevivência dos folículos e o resultado estético final.”

Nas primeiras 48 a 72 horas, o paciente deve evitar esforço físico, manter a cabeça elevada e proteger a área transplantada da exposição solar, vento e suor. O uso de antibióticos, analgésicos e soluções salinas também faz parte da rotina de recuperação.

O tempo de recuperação, segundo o especialista, é considerado rápido. “O tempo de recuperação após o transplante capilar é relativamente rápido em termos de cicatrização, mas o resultado estético completo leva vários meses.”

Evolução e resultados

O Dr. Luiz explica que o crescimento dos novos fios acontece de forma gradual. “Os primeiros resultados do transplante capilar começam a aparecer a partir do 3º ao 4º mês, mas o resultado final só é alcançado entre 9 e 12 meses após a cirurgia — esse é o tempo necessário para que todos os folículos transplantados retomem o ciclo normal de crescimento.”

A linha do tempo pós-transplante é clara: nas duas primeiras semanas ocorre a cicatrização; entre 15 e 60 dias, há a queda temporária dos fios transplantados; entre o 3º e o 6º mês, os novos fios começam a crescer; e entre o 9º e o 12º mês, o paciente já observa o resultado definitivo, com fios densos e de aspecto natural.

“O transplante atinge densidade e textura definitivas. Os fios passam a crescer normalmente, como qualquer outro cabelo. Pode-se realizar corte, tintura, química e penteado livremente”, completa o médico.

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