Já está disponível para o público a Tela Brasil. A plataforma é o primeiro serviço público brasileiro de streaming audiovisual do país, que reúne obras históricas, produções contemporâneas, conteúdos educativos e acervos de instituições federais de cultura.
O serviço foi lançado no sábado (30), pelo presidente Lula (PT) e a ministra da Cultura, Margareth Menezes, durante o evento Rio2C, realizado na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro (RJ).
Conhecida por internautas como “Netflix brasileira”, a plataforma estreou com 555 obras audiovisuais brasileiras, entre curtas, médias e longas-metragens, telefilmes e produções seriadas.
De acordo com o Governo Federal, a Tela Brasil foi concebida para operar sem publicidade, sem cobrança de assinatura e sem rastreamento comportamental para fins comerciais.
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O catálogo inicial é composto por 267 curtas-metragens, 139 longas-metragens, 85 médias-metragens ou telefilmes e 64 obras seriadas, reunindo produções realizadas entre 1910 e 2025 e oferecendo ao público um amplo panorama da história, da pluralidade e da riqueza do audiovisual nacional.
Entre os conteúdos disponíveis estão 19 obras que representaram o Brasil na disputa pelo Oscar, além de produções voltadas à infância e à juventude, musicais, registros históricos e títulos reconhecidos em festivais nacionais e internacionais.
Desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), inicialmente disponível apenas na versão web, a plataforma Tela Brasil terá acesso gratuito pelo site (acesse aqui). Para fazer o login com login realizado via cadastro no Gov.br. As versões para Android e IOS estarão disponíveis em até 30 dias após o lançamento oficial de sábado, 30.
Tela Brasil: filmes de Glauber Rocha, Fernando Meirelles e Walter Salles estão no serviço
Segundo o Governo Federal, a seleção de produções contempla diferentes formatos, períodos históricos, regiões do país e expressões culturais, incluindo cinemas negros e indígenas, produções dirigidas por mulheres, conteúdos voltados à infância e juventude, além de obras ligadas à memória, à sustentabilidade, à justiça climática e às identidades culturais brasileiras.
Entre os destaques estão clássicos que marcaram a história do cinema brasileiro, como Deus e o Diabo na Terra do Sol, Terra em Transe, Barravento e O Pátio, de Glauber Rocha; A Hora da Estrela, de Suzana Amaral; Xica da Silva, de Cacá Diegues; Central do Brasil, de Walter Salles; Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e Kátia Lund; Carandiru, de Hector Babenco; Olga, de Jayme Monjardim; O Quatrilho, de Fábio Barreto; O Que É Isso, Companheiro?, de Bruno Barreto; e Cinema, Aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes.




A Hora da Estrela, Central do Brasil, Carandiru e Que é Isso, Companheiro? estão no catálogo (Divulgação/Tela Brasil)
A seleção reúne ainda documentários de referência, como Jango e Os Anos JK, de Silvio Tendler; produções de Lúcia Murat, como Quase Dois Irmãos e Doces Poderes; além de títulos reconhecidos internacionalmente, como O Menino e o Mundo, Lixo Extraordinário e Ilha das Flores, eleito pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) o melhor curta-metragem brasileiro da história.
Junto a isso, a Tela Brasil ainda terá o acervo da TV Brasil. Ao todo, mais de 150 títulos da emissora pública serão disponibilizados ao público, somando cerca de 3 mil horas de conteúdo audiovisual brasileiro.
Entre as produções que estarão disponíveis na plataforma Tela Brasil estão programas como Sem Censura, referência em entrevistas e debates da televisão brasileira; Samba na Gamboa, que reúne música e conversa com nomes consagrados e novos talentos do samba; e Xodó de Cozinha. Os conteúdos serão incorporados progressivamente ao catálogo da plataforma nos próximos meses.
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