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Tarcísio de Freitas vai desapropriar 230 imóveis e erguer 12 prédios

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Sede do governo de SP deve ser transferida para região central (Divulgação/Governo SP)

Transferência da sede do governo para a região central de SP foi uma das promessas de campanha do governador Tarcísio de Freitas

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou nesta quarta-feira (27) os planos para iniciar a transferência das sede administrativa do governo de São Paulo do Morumbi para o Centro da capital paulista. Essa era uma de suas promessas de campanha e contará com um investimento de R$ 4 bilhões.

Segundo a proposta apresentada, na região dos Campos Elíseos, serão construídos 12 prédios que receberão o gabinete do governador e das 28 secretarias que compõem a gestão. Para isso, contudo, será necessário realocar o Terminal Princesa Isabel e desapropriar 230 imóveis residenciais localizados nos quarteirões que passarão por intervenções.

“Nós temos a necessidade de desmobilizar alguns equipamentos. Por exemplo, dentro desse partido arquitetônico, daquilo que a gente quer, uma grande esplanada, onde a gente possa lá do início enxergar o Palácio dos Campos Elíseos, era fundamental, por exemplo, remover o terminal rodoviário e transpor esse terminal. Vou colocar, obviamente proporcione uma integração com o centro de transporte”, disse.

Objetivo da transferência

A proposta prevê a transferência do gabinete de governo para a região dos Campos Elíseos e a manutenção do Palácio dos Bandeirantes como residência oficial do governador e sede do Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Estado. Já a Praça Princesa Isabel e seu entorno vão se tornar uma esplanada com novos edifícios para centralizar todas as secretarias, fundações e autarquias estaduais. O Governo de São Paulo estima que ao menos 22 mil servidores públicos passem a atuar no novo complexo com a mudança.

Tarcísio de Freitas vai desapropriar 230 imóveis e erguer 12 prédios

Atualmente, estes órgãos estão alocados em cerca de 60 prédios e edifícios espalhados por diversas regiões e distritos da capital. A intervenção urbana vai assegurar mais eficiência administrativa e financeira com a centralização dos serviços estaduais e liberar o patrimônio imobiliário do Estado para usos diversos.

A transferência da sede do Governo de São Paulo, além de contribuir para a reocupação e revitalização da região central da capital, também vai reduzir custos administrativos e financeiros da gestão, otimizar a eficiência e produtividade na prestação de serviço ao cidadão e atrair mais investimentos para a cidade.

Tarcísio de Freitas anuncia concurso de Arquitetura

O governador Tarcísio de Freitas também lançou o Concurso Público Nacional de Arquitetura para selecionar o projeto que servirá de base para uma das maiores intervenções urbanas já vistas no país.

O concurso abrange quatro quadras no entorno da Praça Princesa Isabel, com área construída total de 450 mil m². O perímetro inclui áreas construídas de edifícios e suas instalações – inclusive subsolos, áreas verdes e comuns, entre outras, excluindo vias e áreas urbanas e outras edificações públicas e privadas.

O objetivo é atrair propostas arquitetônicas que se destaquem por critérios como economicidade, excelência, inovação e sustentabilidade, integrando soluções urbanísticas que promovam a qualidade de vida, a inclusão social e a revitalização urbana no centro da maior metrópole do país.

“Nós temos aqui uma responsabilidade grande na implantação, não é só trazer 22 mil servidores para cá. Nós precisamos trazer habitação para o centro, habitação popular a de classe média. Repovoar para que nós também tenhamos vida noturna na região, nenhum prédio terá grades, o governo tem que estar onde o povo está. Teremos comércios e serviços para que possamos ter vida na cidade”, afirmou Afif Domingos.

A iniciativa é aberta a arquitetos de todo o Brasil. A região dos Campos Elíseos já conta com estrutura completa de transporte público e concentra importantes equipamentos como a estação Júlio Prestes, a Sala São Paulo, a Praça Princesa Isabel e o palacete que foi residência de governadores antes da transferência para o Palácio dos Bandeirantes, há quase 60 anos.

A partir do concurso, profissionais de arquitetura terão acesso às bases do projeto e poderão propor soluções que atendam ao programa de necessidades do Governo de São Paulo. Todas as propostas devem levar em conta os aspectos que vão beneficiar a população que vive nos Campos Elíseos a partir da instalação do centro administrativo, como novos empreendimentos comerciais, culturais e habitacionais.

As propostas deverão considerar obrigatoriamente a lei de zoneamento e o Plano Diretor do município de São Paulo, as resoluções de tombamento do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) e do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) e a área de intervenção urbana no setor central.

Os projetos apresentados serão avaliados por uma comissão julgadora com sete integrantes indicados pelo IAB, que é responsável pela organização do concurso.

Parceria com o setor privado

O complexo deve ser construído e gerenciado pela iniciativa privada, por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). A modelagem está sendo elaborada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que vai finalizar os estudos a partir do resultado do concurso arquitetônico.

A proposta do Governo de São Paulo prevê que os edifícios da esplanada tenham pavimentos térreos com fachadas ativas e amplas, com espaços para empreendimentos comerciais, culturais e de serviços, como restaurantes, teatros, cinemas e academias.

Os acessos aos pavimentos administrativos serão centralizados em cada quadra, e as calçadas deverão ter largura mínima de cinco metros e espaços descobertos de uso público. A intervenção vai requalificar toda a região com melhorias para fixar moradores e atrair milhares de novos residentes, movimentar o comércio e fomentar investimentos na área central.

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