Com a suspensão de aulas desde março, as escolas tiveram que se adaptar a um novo sistema de ensino, o que tem provocado desafios tanto para professores como alunos.
Com foco na dificuldade de aprendizagem dos estudantes nas aulas remotas (em casa), começam a surgir pedidos da suspensão do ano letivo.
No Paraná, o Conselho Permanente de Direitos Humanos do Paraná (Coped) quer a suspensão e a reorganização do ano letivo de 2020, em caráter emergencial. O pedido foi feito para a Secretaria Estadual de Educação (Seed) e prevê, na Rede Estadual de Ensino, o reajuste de conteúdos pedagógicos, critérios avaliativos e de avanço para nova série escolar.
O pedido surgiu após denúncias sobre a implantação do Ensino à Distância (EAD) para todas as séries do Ensino Fundamental e Médio da Rede Pública ressaltando problemas na plataforma usada pela Secretaria Estadual de Educação até a exclusão sofrida por alunos de baixa renda, que não dispõem de meios para assistir às aulas remotas.
O Conselho recomenda que espaços e ferramentas disponibilizados pelo governo do Estado para aulas não presenciais (EAD) sejam direcionados para revisão de conteúdo da série anterior à matriculada em 2020.
Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro uma proposta semelhante foi apresentada pelos deputados estaduais Waldeck Carneiro (PT) e Flávio Serafini (Psol).
De acordo com o projeto seria suspenso o ano letivo de 2020 na rede de educação vinculada à Secretaria de Estado de Educação. A medida seria tomada enquanto vigorar o estado de calamidade pública causado pela pandemia. Ela é extensiva a unidades escolares das fundações vinculadas à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Mas no Rio de janeiro o Projeto de Lei (PL) nº 2242/2020 foi retirado da pauta no dia 6 de maio.






