A 36ª Bienal de Arte de São Paulo será aberta ao público neste sábado (6), no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque do Ibirapuera, zona sul da capital. A mostra segue até janeiro de 2026 e tem acesso gratuito.
Com o título “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática”, inspirado em poema de Conceição Evaristo, a Bienal reúne 120 artistas de diferentes países.
A curadoria é de Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, em parceria com Alya Sebti, Anna Roberta Goetz e Thiago de Paula Souza, além da cocuradora at large Keyna Eleison e da responsável pela comunicação e estratégia, Henriette Gallus. O conceito central parte da ideia da humanidade como prática em constante movimento, encontro e negociação.
Dividida em seis capítulos, a programação propõe ao visitante refletir sobre pertencimento, memória, coletividade, emancipação, interdependência, cuidado, tecnologia e transições. Performances, debates, rituais e apresentações integram a agenda pública “Conjugações”, que conecta artistas, poetas, músicos e ativistas de várias regiões do mundo.
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Segundo os organizadores, a proposta é que cada visitante vivencie a humanidade como ação coletiva e leve da experiência novas formas de pensar a vida em comum.
Bienal de São Paulo: geografia e tecnologia juntas
Os participantes desta Bienal também vêm de regiões perpassadas por rios, mares, desertos e montanhas, cujas águas e margens acompanham histórias de migração, resistência e convivência. Rios como o Tâmisa, o Amazonas, o Hudson, o Limpopo ou o Essequibo, e a Baía de Matanzas orientam o mapeamento simbólico da origem e das rotas dos artistas, valorizando práticas de múltiplos territórios e em suas águas compartilhadas.
Outro destaque desta edição é o projeto Aparições, uma iniciativa inédita na história da Bienal de São Paulo, desenvolvida em parceria com a plataforma WAVA.
Nessa ação, utilizando tecnologia de realidade aumentada, fragmentos, extensões e ecos das obras da Bienal de São Paulo se manifestam no Parque Ibirapuera e em locais específicos ao redor do mundo, escolhidos pelos próprios participantes desta edição – como as margens do Rio Congo, a fronteira entre México e Estados Unidos, parques urbanos de São Paulo ou cidades na África e na Ásia.




Obra Aparições, obra de Juliana dos Santos (Divulgação/Bienal de São Paulo e WAVA)
Pelo aplicativo da mostra, os visitantes podem acessar os trabalhos somente nos locais determinados, criando uma experiência sensorial e globalmente acessível.
“Para além dos números e da grandiosidade desta edição, a 36ª Bienal de São Paulo se estrutura como uma travessia: um estuário onde vozes, memórias e gestos vindos de diferentes margens se encontram e se transformam”, ressaltam os organizadores.
A lista inclui participantes que exploram linguagens como performance, vídeo, pintura, som, instalação, escultura, escrita e experimentações coletivas e musicais, entre outras. Muitos participantes também propõem investigações baseadas em práticas comunitárias, ecologias, oralidades e cosmologias não ocidentais.
Serviço
36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
Curador geral: Bonaventure Soh Bejeng Ndikung / Cocuradores: Alya Sebti, Anna Roberta Goetz, Thiago de Paula Souza / Cocuradora at large: Keyna Eleison /
Consultora de comunicação e estratégia: Henriette Gallus
Data: 6 setembro 2025 – 11 jan 2026
Pavilhão Ciccillo Matarazzo
Parque Ibirapuera · Portão 3 · São Paulo, SP
Entrada gratuita
*com informações da Revista Bravo!
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