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Ralfi diz que não teme retaliação após votar contra projetos de Lins

Vereador diz que ação faz parte da velha política - Foto: Ricardo Migliorini/Divulgação

O vereador Ralfi Silva (Pode) disse que não teme retaliações por parte do prefeito Rogério Lins (Pode) após ter votado contra os seis Projetos de Leis Complementares, do Executivo, que promovem a reestruturação nas secretarias de Finanças, Indústria, Comércio e Abastecimento (SICA), Cultura, Meio Ambiente, Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão e o departamento de Defesa Civil, votados nessa quinta-feira, 5, na Câmara de Osasco. 

"Essa é a tática faz parte da velha política e está fadada ao fracasso. Eu não tenho nada a temer, pois não tenho e nunca tive cargos no governo, por isso, voto com minha consciência e com responsabilidade", garante.

Questionado se permanece na base do prefeito Rogério Lins, Ralfi se esquivou da resposta e disse apenas que segue votando de acordo com os seus princípios. "Meu posicionamento não mudou em nada. Meu voto é feito com seriedade e responsabilidade com os munícipes", diz afirmando que não mudou o relacionamento com o prefeito. "Não mudou em nada minha relação com ele. O meu posicionamento e os motivos do voto contrário foram técnicos", afirma.

Ralfi ainda negou que seu posicionamento tenha relação com a possibilidade de uma troca de partido. "Fui sondado por cinco partidos, mas, no momento oportuno sentarei com minha equipe para tomarmos uma decisão. Além disso, também teve uma sinalização por parte do presidente estadual do Podemos, Mário Covas Júnior, para que eu permaneça na legenda, mas ainda vou analisar as propostas", revela.

Durante a votação, Ralfi apontou uma série de 'irregularidades', um deles foi que os projetos chegaram de última hora. "Essa ação foi julgada em maio, os projetos chegaram dias atrás. Outra coisa, a reunião da Comissão de Constituição e Justiça foi convocada, via telefone, não respeitando o regimento interno da Casa", disse alertando que a administração conseguiu uma liminar evitando novas demissões. "Fiquei feliz, pois, os serviços essências da nossa cidade poderiam ser prejudicados. O ministro Dias Toffoli deu 120 para que possamos fazer esse projeto com calma para não sofrermos problemas jurídicos no futuro", aponta.

O parlamentar ainda lembrou que o instituto contratado para fazer a reforma administrativa ainda não teve tempo para realizar um estudo sobre o tema. "Se foi publicado na semana passada, não houve tempo para um estudo. Então, a partir do momento que a Procuradoria diz que existem inconstitucionalidades nas propostas, acredito que devíamos fazer uma emenda e votar apenas o que a Procuradoria julga Constitucional. Depois, juntamos as partes envolvidas e levamos o estudo para o Ministério Público. Vamos fazer uma Lei com prudência e responsabilidade para evitar problemas, principalmente, para o funcionalismo", finaliza.

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