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Prefeitos eleitos podem herdar dívidas em 2017

Prefeitos eleitos podem herdar dívidas em 2017

Gastos acima da arrecadação podem levar os próximos prefeitos a herdar dívidas em seu primeiro ano de governo. No Brasil, segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), 77% das prefeituras estão no vermelho por conta da crise econômica.

Na região oeste, boa parte das administrações também indicam que os gastos podem superar o que entrou nos caixas. As cidades de Barueri, Cotia, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus e Santana de Parnaíba arrecadaram R$ 4,9 bilhões entre janeiro e agosto, R$ 700 milhões a menos do que as despesas empenhadas (contra​tadas), cerca de R$ 5,6 bi.

Apenas um dos municípios do Consórcio Intermunicipal (Cioeste) teve arrecadação maior do que o empenho – Santana de Parnaíba. Os gastos podem se transformar em restos a pagar para as próximas gestões, caso não haja uma recuperação das receitas.

"A maior parte das prefeituras do Brasil está com essa situação por dois motivos, a baixa arrecadação, porque estamos numa recessão profunda, e o ciclo eleitoral", afirma Vladimir Fernandes Maciel, coordenador do mestrado profissional em economia de mercados do Mackenzie.

"O último ano tende a ser o ano com maior gasto, porque o governo pode se reeleger ou fazer o sucessor", completa.​

Cidades

A maior diferença entre arrecadação e despesas empenhadas está em Barueri. Foram recebidos R$ 1,5 bilhão, enquanto já foram contratados R$ 1,7 bilhão. Na sequência aparece Osasco, com R$ 1,39 bi recebido pela administração ante R$ 1,58 bi de gastos já assumidos pela prefeitura. Na cidade de Cotia, são R$ 659 milhões de despesas contratadas, ante R$ 505 milhões arrecadados, enquanto Itapevi deu ordem para R$ 485 milhões ante R$ 411 mi. Em Carapicuíba, a diferença é de R$ 59 milhões, em Jandira, de R$ 38 milhões, e em Pirapora, R$ 15 milhões