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Lins não descarta 'fundo político' em boatos de greve no hospital

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Prefeito Rogério Lins discursa na primeira sessão da Câmara - Foto: Vanessa Dainesi/Giro S/A
Em entrevista ao Giro S/A, na manhã desta quarta-feira, o prefeito de Osasco, Rogério Lins (Pode), disse que não descarta uma movimentação política por trás dos boatos envolvendo uma "suposta greve" de médicos no Hospital Municipal Antônio Giglio. "Não posso afirmar que haja movimentação política, mas que fica no mínimo estranho falar que está paralisado sem estar, nos faz pensar que alguma outra motivação existe", garante acrescentando que pode ampliar a permanência do gabinete do prefeito dentro da unidade. "Ficarei nesta semana, mas se for necessário ampliaremos a permanência", disse.
Lins ainda afirmou que todos os dias acontecem atendimentos e cirurgias na unidade. "São aproximadamente 35 médicos trabalhando, todos os dias cirurgias ortopédicas e gerais sendo realizadas, além dos exames e outros procedimentos", explica revelando a quantidade de atendimentos diários. "A média de atendimento diário, sem contar as UPAs, é de 420 atendimentos por dia", finaliza.
Apesar da ausência de manifestações médicos e do hospital estar funcionando, nas redes sociais, circulam vídeos e textos do presidente do sindicato dos médicos de São Paulo (Simesp), Eder Gatti, que garante que existe uma paralisação parcial e que existem médicos com salários atrasados.

Rompimento com OS
Nesta segunda-feira, 4, o prefeito Rogério Lins anunciou que não renovará o contrato com a organização social que administra o Hospital Municipal Antônio Giglio. O contrato com o Instituto Social Saúde Resgate à Vida terminaria em 6 de março e a Prefeitura manifestou interesse pelo rompimento da parceria. "Era algo que já estávamos pensando. Agora, vamos abrir uma nova licitação" disse explicando que transferiu o gabinete para o Hospital.
Rogério Lins disse ainda que técnicos da Prefeitura farão um levantamento sobre as condições do hospital para definir quais medidas serão tomadas e negou que exista uma movimentação de greve de médicos. "Houve uma conversa com os profissionais e o sindicato e ficou acordado que não existiriam manifestações ou greves e não existem salários atrasados", disse.

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