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Em baixa, partidos ficam longe dos holofotes em campanhas

Em baixa, partidos ficam longe dos holofotes em campanhas
Ruth, Quinzinho e Lins } Candidatos usam pouco marca de suas siglas
A eleição municipal se aproxima com os partidos sendo relegados a segundo plano ou até mesmo ignorados nas campanhas da região. No estado de São Paulo, a postura chegou a ser questionada no PT, por conta do desgaste com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e a estrela vermelha, que deixou de ser utilizada em alguns casos. No entanto, as disputas em cidades como Cotia,​ Carapicuíba, Itapevi e Osasco mostram que outras legendas também andam escondidas.
Na cidade de Cotia, por exemplo, Rogério Franco tem uma pequena imagem do PSD, enquanto Quinzinho Pedroso foca mais no número do que no PSB. Em Itapevi, os dois principais candidatos, a ex -prefeita Ruth Banholzer (PTB) e o deputado estadual Igor Soares (PTN) não têm em suas artes e vídeos a imagem das legendas.
Em Osasco, o prefeito Jorge Lapas deixou o PT para se filiar ao PDT, mas a imagem da nova legenda não aparece em seus materiais, assim como o PTN de Rogério Lins, que tem a referência do partido longe de sua campanha. Celso Giglio também não tem divulgado o PSDB na sua página no Facebook.
"Tirando PT e PSDB que davam alguma relevância para a sigla, o resto nunca deu muita bola, a novidade é o PT ter entrado nessa seara, porque a sigla traz prejuízo", afirma o cientista político Nilton Cesar Tristão. "Os partidos dentro da tradição brasileira nunca foram aglutinadores da opinião pública", ressalta.

Aprovados
Em Barueri, todos os registros de candidatos a prefeito foram aprovados pela Justiça Eleitoral da cidade. Com isso, Rubens Furlan (PSDB), Saulo Góes (PSOL), Néo Marques (PMN), Cláudio Paes (Rede) seguem no páreo. Na vizinha Santana de Parnaíba, Agnaldo Moreno (PEN), Elvis Cezar (PSDB) e Silvinho Peccioli (DEM) tiveram registros aprovados.

Indeferido
Candidato a prefeito de Cotia, Quinzinho Pedroso (PSB) também recorreu da decisão da Justiça Eleitoral de Cotia, que negou seu registro de candidatura a prefeito. Ele afirmou que a decisão foi 'equivocada' e, assim como Giglio, disse que há medo de enfrentá-lo na urna. O juiz considerou que o pessebista teve as contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas.

Indeferido 2
Candidato a prefeito de Osasco, Willians Rafael (PMB) teve o registro negado, mas a campanha afirma que o impasse está sendo resolvido. O questionamento tem relação com o não pagamento de multas eleitorais, mas o candidato apresentou a documentação em um recurso. Se especulou que ele havia desistido por conta da saúde, mas a campanha nega.