A Polícia Civil prendeu um homem e uma mulher suspeitos de matar um bebê, de apenas três meses, na zona norte da cidade de São Paulo. A vítima foi identificada como Nathan Lucca Oliveira Gonçalves. Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu entre a noite de 30 de março e a madrugada de 31 de março de 2026. A mãe teria consumido entorpecentes na casa do namorado, onde o bebê estava presente.
Inicialmente, a criança ficou com a mãe em um sofá. Na madrugada, o namorado, que dormia no quarto, levou o bebê para a cama e deitou-se ao lado dele. O bebê teria caído da cama duas vezes. O homem avisou a mãe, que não tomou providências por estar sob efeito de drogas. Ele recolocou a criança na cama e voltou a dormir.
Bebê morto: Polícia identificou que menino foi esmagado


A prisão temporária foi autorizada pela Justiça (Divulgação/Governo do Estado de SP)
Ainda conforme a Polícia Civil, a mãe também foi para o quarto e deitou-se ao lado do companheiro e do bebê, dormindo. Por volta das 14h, o rapaz acordou a mãe ao perceber que a criança não respirava e tinha lábios arroxeados.
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O bebê foi levado ao Hospital Municipal Vereador José Storopolli, onde foram encontrados sinais de violência e sangrando. Os médicos constataram que o menino tinha ferimentos na região do quadril e nas nádegas, sem apresentar movimentos.
De acordo com o boletim de ocorrência, o menino morreu após ter sido vítima de esmagamento e pisoteamento.
Ao ver a situação do menino, uma assistente social acionou a Polícia Militar (PM), que compareceu ao local e indagou os responsáveis por Nathan. Questionados, a mãe do bebê e um amigo dela estavam em “visível estado de confusão” e não souberam dizer nada sobre a situação da criança, conforme o registro policial.
A médica responsável pelo atendimento de Nathan afirmou que o menino já chegou sem vida ao hospital. Ela contou que não conseguiu estimar o tempo da morte, “porém lhe saltaram os olhos as lesões corporais, bem como, o sangramento anormal”.
O corpo do bebê foi conduzido ao Instituto Médico Legal para a realização de exames periciais e os responsáveis pela criança foram levados à delegacia, onde prestaram depoimento. A polícia reuniu indícios suficientes para atribuir aos dois suspeitos os crimes de homicídio, estupro de vulnerável e maus-tratos. A prisão temporária foi autorizada pela Justiça. As investigações continuam.
*Com informações do Metrópoles.
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