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Peça ‘Mulheres em Chamas’ chega a Barueri no sábado (7)

"Mulheres em Chamas" tem direção de Paula Cohen e traz à cena um tema urgente e ainda pouco representado: a menopausa; saiba mais
O espetáculo é criado e protagonizado por Camila Raffanti, Juliana Araripe e Miá Mello (Divulgação/Teatro UOL)

A cidade de Barueri recebe neste sábado (7), às 21h, a peça “Mulheres em Chamas”. O espetáculo é criado e protagonizado por Camila Raffanti, Juliana Araripe e Miá Mello – nomes ligados a sucessos como Mãe Fora da Caixa e Confissões das Mulheres de 30 – será apresentado no Teatro da Praça das Artes.

O espetáculo, com direção de Paula Cohen, traz à cena um tema urgente e ainda pouco representado: a menopausa. Com humor, franqueza e sensibilidade, a peça quebra o silêncio sobre uma fase que atravessa a vida de todas as mulheres, mas que ainda é cercada de tabu e desinformação. A comédia estreou em junho de 2025 e mais de 16 mil pessoas já assistiram.

Os interessados já podem adquirir os ingressos por meio da plataforma Bilheteria Express. As entradas custam entre R$ 45 e R$ 120.

Saiba mais sobre a peça Mulheres em Chamas

Peça é dirigida por Paula Cohen (Divulgação/Teatro UOL)

Inspirada em histórias reais, Mulheres em Chamas transforma o medo de envelhecer em humor e reconhecimento. Com humor, franqueza e sensibilidade, a peça quebra o silêncio sobre uma fase que atravessa a vida de todas as mulheres, mas que ainda é cercada de tabu e desinformação.

Ambientada em um elevador, a peça “Mulheres em Chamas” traz três mulheres com mais de 40 anos que passam por desabafos, confissões e risadas sem filtros, sem ventilação e sem sinal. As angústias do corpo em mudança, a sobrecarga familiar, o desejo em trânsito e a vergonha de falar sobre o óbvio se misturam ao surreal: um pentelho branco ganha voz e os hormônios fazem piquete numa greve.

A montagem equilibra o riso com a vulnerabilidade para romper com o silêncio secular em torno da menopausa, muitas vezes vivida na solidão por gerações anteriores

“Queremos tirar o tema da invisibilidade e tratá-lo com leveza, informação e humor, sem abrir mão da honestidade emocional”, destaca Paula Cohen. A encenação transita entre o realismo e a fantasia com liberdade estética.

Os vídeos cênicos do estúdio Bijari e a paleta de cores vibrantes dialogam com os figurinos simbólicos criados por Iara Wisnik. Tudo se articula à luz poética de Marisa Bentivegna, compondo uma linguagem visual pop e afetiva que potencializa a experiência da dramaturgia em cena. A trilha original de André Caccia Bava sustenta e permeia a poesia entre a comédia e os temas mais sensíveis.

Durante o confinamento forçado dentro de um elevador, as personagens compartilham angústias, memórias e delírios, atravessadas por mudanças do corpo, pressão social e medo de perder o desejo. “O elevador simboliza essa paralisia do climatério, que nos arrebata de repente. Mas, aos poucos, nos libertamos — e, quando as portas se abrem, estamos mais conscientes”, comenta Camila Raffanti.

O texto de “Mulheres em Chamas” mistura realidade e ficção para retratar com humor o turbilhão interno da menopausa. “Tudo que é pessoal aproxima. O humor transforma tragédia em evolução. Existe o mundo real e o mundo hormonal — e conseguimos brincar com os dois”, diz Juliana Araripe. “Estamos fazendo check-in na senhora que queremos ser. E são as amigas que nos ajudam a atravessar essa fase sem achar que enlouquecemos de vez. Só um pouco”, brinca.

Miá Mello revela que a motivação de criar “Mulheres em Chamas” surgiu da própria experiência. “Achei que fosse jet lag, mas eram os primeiros sintomas. Falar disso no teatro é oferecer ferramentas para atravessar esse período, que pode durar até 10 anos e ter mais de 70 sintomas.” Camila reforça: “Meu climatério começou aos 39. Rir disso é alívio — e quero que os homens riam com a gente também.”

A encenação de “Mulheres em Chamas” transita entre o cotidiano e o absurdo para dar conta desse rebuliço hormonal. “Trouxemos o dia a dia, o explosivo, o hormonal — e é aí que surgem os momentos mais surrealistas”, diz Miá. Camila completa: “O que acontece dentro nem sempre combina com o que está fora. Às vezes, é tudo ao mesmo tempo — como na peça.”

Mulheres em Chamas é, acima de tudo, um espetáculo para todos: “As mulheres vão rir pela identificação, e os homens talvez entendam, pela primeira vez, o que se passa dentro da gente, porque na peça mostramos a realidade e o outro mundo, o mundo hormonal, que é bem surrealista. É para todas as idades — e principalmente para quem atravessa a menopausa. A gente precisa falar sobre isso”, diz Juliana Araripe.

Serviço
Mulheres em Chamas

Data: sábado, 07 de março, às 21h
Local: Praça das Artes de Barueri
Endereço: R. Min. Rafael de Barros Monteiro, 255 – Jardim dos Camargos, Barueri.
Ingressos: entre R$ 45 e R$ 120 na plataforma Bilheteria Express

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