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Gráfica que mantinha operação em Barueri e Osasco é alvo de operação da Polícia Federal

Operação BANCARROTA: PF investiga esquema de corrupção envolvendo servidores públicos e empresa contratada para realização do ENEM
No total, estão sendo cumpridos 41 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Rio de Janeiro e em São Paulo (Divulgação/CGU)

A Polícia Federal deflagrou, em Brasília, na manhã desta terça-feira (7), uma ação para investigar suposto superfaturamento de R$ 130 milhões em contratos firmados com gráficas que imprimiam provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A “Operação Bancarrota” é realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e visa apurar possíveis fraudes entre os anos de 2010 e 2019.

De acordo com o portal de notícia “G1”, a gráfica Valid e a multinacional RR Donnelley, são alvos da operação. Na região, a gráfica RR Donnelley mantinha operação em dois municípios: Osasco, no bairro Industrial Anhanguera e Barueri, no bairro Tamboré.

No total, estão sendo cumpridos 41 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Rio de Janeiro e em São Paulo. Foram destacados 127 policiais federais e 13 auditores da CGU para o cumprimento das ações.

Organização criminosa
“Entre os anos de 2010 e 2018, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP contratou para realização do ENEM, sem observar as normas de inexigência de licitação, empresa que recebeu um total de R$ 728,6 dos cofres públicos neste período. Além disso, apurou-se o envolvimento de servidores do INEP com diretores da referida empresa, bem como com empresas de consultoria subcontratadas pela multinacional”, explicou a Polícia Federal, em nota divulgada à imprensa.

Além disso, o órgão de segurança público federal estima que os R$ 130 milhões foram superfaturados para o comissionamento de uma organização criminosa, composta por empresários, funcionários das empresas envolvidas e servidores públicos. As investigações também apontam para um enriquecimento ilícito de R$ 5 milhões dos servidores do INEP suspeitos de participação no esquema criminoso.

Os envolvidos são suspeitos de terem cometidos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, crimes da lei de licitações e lavagem de dinheiro, com penas que ultrapassam 20 anos de reclusão.

*Com informações do departamento de Comunicação Social da Polícia Federal no Distrito Federal.