Uma das mães que perdeu sua bebê acionou a Justiça. Ela alega que a filha nasceu saudável, no entanto, foi adoecendo aos poucos. Hospital teve aumento nas mortes de recém-nascidos desde 2019
A morte de bebês que teriam nascido saudáveis, mas que, com o passar dos dias, adoeceram e morreram em uma das maternidades públicas de Osasco, a Amador Aguiar, ganhou destaque no jornal “Fala Brasil”, da Record TV nesta sexta-feira (7).
Possíveis irregularidades Ministério Público de São Paulo abriu investigação para apurar irregularidades na instituição de saúde. Desde 2019, a taxa de mortalidade de recém-nascidos no hospital vem crescendo. Em 2019 chegou a 22,61%, em 2020 a 23,14% e em 2021 a 25,56%. Importante ressaltar que a maior taxa aceita pela Organização Mundial da Saúde é de 20%.
Uma das mães que perdeu seu bebê, Flávia Pereira, autônoma, disse à reportagem da Record TV que acionou a Justiça, sob acusação de negligência, tanto por não se conformar com a morte de sua filha, quanto para que outras mães não sofram com a mesma perda. Segundo a matéria exibida pelo “Fala Brasil”, uma outra mulher grávida, moradora da cidade, Jucilene dos Santos Moura, deu entrada no hospital Amador Aguiar no sexto mês de gestação e veio a óbito.
De acordo com o marido, Adão Benvindo Damascena, todo o pré-Natal estava em dia e a gravidez correndo bem. No hospital, o bebê morreu ainda dentro da barriga de Jucilene e foi preciso fazer uma cesariana para retirada do feto e curetagem. De acordo com a família, o procedimento teria provocado hemorragia e uma segunda cirurgia foi feita. A mulher foi transferida de hospital e foi constatado perfuração no intestino. A paciente não resistiu e morreu vítima de choque séptico. Em depoimento à Record TV, a família afirma que houve falha no atendimento do Hospital Amador Aguiar.
Em nota à Record TV, o Hospital e Maternidade Amador Aguiar, afirmou que “a paciente Jucilene dos Santos Moura teve complicações ligadas aos procedimentos e aos antecedentes obstétricos e cirúrgicos. Por causa disso foi levada a outro hospital, Antônio Giglio, que dispunha de todo aparato para atendimento à paciente”.
No caso da paciente Flávia Pereira, a maternidade Amador Aguiar nega que tenha havido negligência. De acordo com a nota: “a criança foi bem atendida e depois que apresentou quadro de vômitos, foi levada à unidade neonatal, onde houve assistência e monitoramento. Porém, evoluiu desfavoravelmente com quadro de sepse muito grave”.
Diante dos fatos, o MP prosseguirá com a apuração dos possíveis casos de irregularidade.






