O Ministério Público de São Paulo (MPSP) mudou de posição e solicitou à Justiça que seja mantida a prisão do empresário Fábio Seoane Soalheiro, de 59 anos, acusado de matar a companheira Bruna Martello Carvalho, de 35, em Alphaville, Barueri, na Grande São Paulo. Inicialmente, o promotor Vitor Petri havia defendido a liberdade do empresário, alegando falta de clareza nos laudos oficiais sobre a causa da morte.
Entretanto, um exame encomendado pela família da vítima indicou marcas compatíveis com asfixia, o que levou o promotor a rever a decisão e denunciar Fábio por feminicídio. Também foi pedida uma indenização de R$ 100 mil para a filha de Bruna.
A advogada da família, Cecilia Mello, considerou a denúncia “um passo essencial para que a verdade seja revelada e a responsabilidade pelo crime seja reconhecida”. Segundo ela, os familiares seguem confiantes na busca por justiça e na proteção dos direitos da criança.
Já a defesa de Fábio, representada pelo advogado Rodolfo Warmeling, afirmou em nota que reforçou os pedidos já feitos pelo MPSP à Justiça e ressaltou “a fragilidade das provas reunidas”. Ele destacou que o exame necroscópico não foi capaz de comprovar se houve participação humana na morte de Bruna.
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Segundo a defesa, diante da falta de evidências conclusivas e do uso de medicamentos encontrados no local, caberá ao Judiciário decidir se o empresário permanecerá preso preventivamente ou se poderá responder em liberdade.
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