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Hortas comunitárias surgem em canteiros de obras e espaços públicos de Barueri e Santana de Parnaíba

Horta no empreendimento Singular, em Santana de Parnaíba (Divulgação/MPD Engenharia)

A campanha para o cultivo de hortaliças e temperos da MPD Engenharia deve se estender por mais sete obras até o final de 2023. Já o projeto da Prefeitura de Barueri beneficia 1.200 famílias

Empresas, prefeituras e residenciais estão implantando hortas comunitárias na região metropolitana oeste da Grande SP. Um exemplo é o cultivo de hortaliças e temperos no canteiro de obras do empreendimento Singular, da MPD Engenharia, em Santana de Parnaíba, e em mais dois endereços. “Nossa pretensão é que as hortas se estendam por, pelo menos, mais sete obras até o final de 2023” diz Caroline Machado de Abreu, gerente de meio ambiente.

A Prefeitura de Barueri tem o Horta da Gente. “O projeto atende, atualmente, 1.200 famílias”, afirma a coordenadora Valéria Fugii. A iniciativa é mantida pelo Fundo Social de Solidariedade Estrela Guia, em parceria com a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Sads). No cultivo utiliza-se o sistema de hidroponia, técnica de produção de hortaliças que não utiliza o solo e sim estufas.

Hortas em canteiros de obras

Além da horta no condomínio de casas Singular, a MPD Engenharia tem uma horta vertical na obra do Palazzo Grimaldi, na capital paulista, com o aproveitamento de uma área menor. Outra foi montada no Thermas São Pedro, na cidade de São Pedro (SP), entregue este ano, da qual as “hortaliças cultivadas foram doadas à Casa dos Velhinhos (casa de repouso para idosos da região)”. conta Caroline.

Fica a critério dos colaboradores das obras a escolha sobre o que plantar. Há uma grande diversidade de alimentos. Geralmente, são itens de consumo do cotidiano, com hortaliças e temperos como alface e cebolinha, por exemplo. As mudas foram doadas por parceiros e o plantio foi realizado pelos próprios funcionários do canteiro.

Quando a ação é iniciada, os colaboradores da obra são treinados e ensinados a fazerem a manutenção das hortaliças. “Existe a opção do consumo próprio pelos profissionais de obras, e também da doação dos alimentos para ONGS e institucionais locais”, explica a gerente de meio ambiente da construtora e incorporadora.

Caroline enfatiza que a campanha das hortas foi lançada pela MPD e o Instituto MPD como uma ação dentro do mês do meio ambiente, comemorado no mês passado. “Essa ação veio para incentivar todas as obras a desenvolverem suas próprias hortas e a ensinar aos profissionais alguns dos valores que cultivamos, como o respeito, responsabilidade e sustentabilidade” afirma ela.

Durante pesquisas, a construtora descobriu que há um impacto positivo na saúde mental e física dos que estão em contato com o uso e manutenção do espaço. “As hortas podem reduzir o estresse do dia a dia e contribuir para uma alimentação mais saudável, uma vez que os alimentos são cultivados e colhidos no próprio local, de forma orgânica e sustentável”, destaca Caroline.

Hortas comunitárias surgem em canteiros de obras e espaços públicos de Barueri e Santana de Parnaíba
As cestas projeto Horta da Gente são retiradas nas escolas e CRAS´s (Benjamim Sepulvida/Secom Barueri)

Horta da Gente

As famílias beneficiadas encontram-se em situação de vulnerabilidade social e são cadastradas pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Sads). Elas recebem cestas com variadas hortaliças e legumes que são cultivados sem o uso de agrotóxicos. São abobrinhas, berinjelas, cenouras, beterrabas, rabanetes, alfaces, ervass, alfaces, rúculas, coentros, couves, entre outros. “As cestas são retiradas nas escolas e CRAS´s. Nos dez primeiros dias do mês, algumas são distribuídas nos CRAS´s. Do dia 10 ao dia 30, nas escolas”, explica a coordenadora Valéria Fugii.

Para terem direito ao benefício, as famílias são orientadas a separarem o lixo seco (garrafas pet, papelão, latas e outros) do orgânico (resto de alimentos, papéis higiênicos, etc.). Esses materiais recicláveis são retirados pela equipe de coleta e em troca as famílias ganham a cesta verde.

Os reciclados são levados para a coleta seletiva (Cooperyara), local onde mais de 60 famílias garantem seu sustento com a venda desses materiais para empresas especializadas.

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