Por enquanto, os parques Gabriel Chucre, Jequitibá e a Reserva Estadual do Morro Grande, não possuem previsão de serem concedidos para a iniciativa privada
Os parques estaduais Gabriel Chucre, Jequitibá e a Reserva Estadual do Morro Grande, em Carapicuíba e Cotia respectivamente, não possuem previsão de terem suas administrações concedidas à iniciativa privada. A informação foi confirmada com exclusividade pela reportagem do Giro, junto ao governo estadual, nesta quarta-feira (24).
“Ainda não há um estudo ou previsão da concessão dessas áreas”, explicou a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SIMA). “Atualmente, foram concedidos à iniciativa privada os parques Água Branca, Villa-Lobos e Cândido Portinari, na cidade de São Paulo”, reiterou o órgão público.
No fim de julho deste ano, as administrações das três áreas estaduais foram repassadas para o Consórcio Novas Parques Urbanos, pelo valor de R$ 62,7 milhões. O leilão dos parques ocorreu na bolsa de valores paulista, a B3. Por 30 anos, o grupo irá gerenciar os espaços, onde terão revitalizá-los e deixa-los mais atrativo aos visitantes.
Ainda de acordo com o governo estadual, neste modelo de concessão não haverá cobrança de ingressos para entrada, enquanto os serviços de vigilância e limpeza ficarão a cargo da empresa administradora.
Contrapontos
Em contraponto ao Governo Estadual, as administrações municipais de Osasco, Pirapora do Bom Jesus e Jandira estudam transferir a administração de seus parques à iniciativa privada. A informação foi confirmada pela reportagem do Giro, nesta quarta-feira (24).
Em Osasco, a cidade estuda promover uma parceria que tenha foco na preservação do meio ambiente, concilie o lazer dos frequentadores e atraia investimentos significativos para o município. A localidade está realizando estudos e levantamentos para implementar este tipo de gestão.
“Dessa forma conseguiremos melhorar itens que promovam maior acessibilidade e mobilidade, implementar equipamentos de ginástica, quadras poliesportivas, brinquedos e infraestrutura como banheiros, restaurantes e lanchonetes, bebedouros, pistas de caminhada mais adequadas, entre outras atrações para o público em geral”, afirmou a gestão executiva osasquense.
Segundo a Prefeitura de Jandira, há a possibilidade para que seja feita a concessão. “No entanto, não existe nenhum estudo para que isso seja realizado no momento”, afirmou a gestão executiva.

Já Pirapora do Bom Jesus, analisa promover parcerias para administração do Parque Capelão, no Jardim Bom Jesus. “O estudo de viabilidade ainda está em andamento”, explicou a administração executiva piraporana. “Somente após a conclusão do estudo uma decisão será tomada, mas não há prazo definido para que isso aconteça”, reiterou.
Ao Giro, os municípios de Barueri, Cajamar, Cotia e Itapevi informaram que não pretendem conceder as administrações de seus parques à iniciativa privada.
Sobre os espaços
Criado em 2012, o Parque Gabriel Chucre possui 134 mil m² de área, foi construído sob termo de compensação ambiental. Localizado na Vila Caldas em Carapicuíba, o espaço está vinculado ao rio Tietê tanto em sua história quanto em sua proposta projetual. A Lagoa de Carapicuíba está onde existia uma alça do rio Tietê antes da retificação e é resultado da cava para extração de areia na década de 1970.
O parque contém elementos estruturais que remetem ao rio, como o Circuito do Tietê. A sinalização gráfica recorda a evolução do leito do rio na região até a transformação na atual lagoa. Além disso, o local conta equipamentos de lazer e recreação, além de centro de educação ambiental.
O Parque Jequitibá está localizado na zona oeste da Região Metropolitana de São Paulo abrangendo áreas dos municípios de São Paulo, Cotia e Osasco e nas proximidades das divisas dos municípios de Embu e Taboão da Serra. Foi criado pelo Decreto Estadual nº 50.597, de 27 de março de 2006, como parque urbano voltado à preservação da floresta, pesquisa, sustentabilidade e educação ambiental.
Com área de 1,3 milhão m², o parque oferece oportunidade para atividades de pesquisa, sustentabilidade e educação ambiental, pois possui um milhão de m² de remanescentes de mata atlântica, bem conservados, importantes no contexto da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo e que abrigam espécies da fauna e da flora ameaçadas de extinção.
Considerada patrimônio imaterial do estado, a Reserva do Morro em Grande fica na região do bairro de Caucaia, em Cotia. O local contém represas, as cachoeiras das Graças e Pedro Beicht, situadas nas bacias inferior e superior do Rio Cotia, além de integrar o cinturão verde da Região Metropolitana.
Com 10.660 hectares, a reserva conta com uma extensa variedade de fauna e flora, além de ser uma das principais fontes de água potável da Região Oeste da Grande São Paulo.






