Agentes da Polícia Civil desarticularam um esquema criminoso que proporcionou a produção de até 240 toneladas de cocaína. A ação resultou em duas prisões em Santana de Parnaíba. O caso foi divulgado na quarta-feira (17).
A operação cumpriu 31 ordens judiciais em São Paulo e desmantelou uma associação criminosa responsável por movimentar mais de R$ 25 milhões com o tráfico de drogas. A ação foi coordenada pelo Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc).
“Essa descoberta foi um duro golpe no crime organizado para acabar com a cadeia logística da fabricação e mistura da cocaína”, explicou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves. “As investigações prosseguem para conseguirmos asfixiar financeiramente e recolher o patrimônio que gerou essa comercialização”, finalizou.
Tráfico de cocaína: investigações começaram em setembro




A operação também teve o apoio das demais delegacias da Dise (Divulgação/SSP-SP)
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Os agentes da 1ª Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) cumpriram 27 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão temporária em endereços da capital e Grande São Paulo. Duas pessoas foram presas em Santana de Parnaíba e na zona oeste de São Paulo.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), o bando comercializava a cafeína por meio de empresas falsas, em nome de laranjas e pessoas já falecidas. Ao todo, foram movimentadas 81 toneladas de cafeína neste esquema, com capacidade de produzir o triplo em cocaína.
As investigações tiveram início em setembro, quando um homem foi detido com mais de meia tonelada de cafeína em Guarulhos, na região metropolitana. Com o trabalho de inteligência policial, foi descoberto que o produto era utilizado como insumo para o preparo e adulteração de cocaína.
Durante as diligências de campo realizadas hoje, foram apreendidos 12 carros, duas motos, valores em espécie, celulares e duas armas, sendo uma metralhadora e uma pistola.
A operação também teve o apoio das demais delegacias da Dise e de equipes do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope).
O caso foi registrado na 1ª Dise como tráfico de drogas e associação para o tráfico.
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