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Com Hamilton penta, Mercedes busca liderança entre construtores

Foto: Divulgação/F1

Alguns saudosistas lembram que até alguns anos a Fórmula 1 fazia o GP Brasil no início da temporada, muito embora fosse uma prova mais de expectativas do que de emoções. Já faz algum tempo, porém, que o GP Brasil é realizado no final de sua temporada e em algumas vezes, como acontece este ano, o título já está definido, o que tira um pouco do encanto.

Mas para quem gosta da velocidade, a categoria mais importante do automobilismo se apresenta neste fim de semana, de 9 a 11, no autódromo de Interlagos, com o pentacampeão Lewis Hamilton, da Mercedes.

Para imprimir desafios, a equipe anuncia que não sossegou com o título. A escuderia quer o título de construtores, pela quinta vez consecutiva, o que pode ocorrer nos GPs do Brasil e de Abu Dhabi.

Hamilton divide o título com a equipe. "Todos estão tão unidos e trabalharam tanto neste ano. Eu só quero ser o melhor que eu puder para eles. Foi uma longa jornada com eles. Eu estou neste time há seis anos. Desde o primeiro dia, no dia em que decidi me juntar a esse time, realmente acreditava que algo grandioso era possível. Veja o que conseguimos juntos. Agora precisamos concluir o trabalho este ano vencendo o campeonato de construtores", afirma o britânico.

Hamilton venceu com antecedência, mas foi o ano de muita luta. "Para realizar este caminho este ano foi a época mais difícil para mim. Para continuar a elevar o nível e correr contra um tetracampeão do mundo em uma equipe realmente incrível, que foi tão rápida este ano - na maioria das vezes mais rápido que nós – e ter se juntado como um time e revirado foi uma verdadeira conquista. Esforço coletivo de todos. Eu realmente acreditava desde o início do ano, mesmo quando tivemos corridas difíceis como Xangai ou Montreal. Eu nunca duvidei nem perdi a crença nesse time, nem no meu pessoal nem em mim mesmo", comemora o piloto pentacampeão.

Interlagos e o desafio dos pneus

A pista de Interlagos e suas particularidades, segundo a Pirelli:

O Brasil possui a terceira volta mais curta (depois de Mônaco e Cidade do México) em 4,309 km, por isso os pneus são muito demandados com uma sequência quase ininterrupta de curvas e muito tráfego.

Em termos de clima, talvez seja o GP mais imprevisível: as corridas anteriores tiveram temperaturas mais quentes da pista e chuva torrencial.

O pneu traseiro direito é o mais "estressado" nesta pista de sentido anti-horário, com os pneus submetidos a curvas rápidas e forças combinadas: essas altas cargas de energia são a razão para uma exigência maior.