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Empresária morta em Alphaville teve convulsões e overdose, diz laudo

O óbito foi confirmado após o companheiro da empresária, Fábio Seoane Soalheiro, acionar o serviço de resgate, no dia 4 de agosto; saiba mais
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Empresário foi preso acusado por feminicídio (Reprodução/Instagram)

A empresária Bruna Martello Carvalho, de 35 anos, encontrada morta em seu apartamento em Alphaville, na cidade de Barueri, teria sofrido convulsões e morreu devido a uma overdose. As informações foram divulgadas no laudo elaborado pelo Instituto Médico Legal (IML), na quinta-feira (28).

Conforme o documento, a empresária sofreu um infarto agudo decorrente de intoxicação por uso de substâncias ilícitas, como cocaína e anfetamina. O óbito foi confirmado após o companheiro dela, o empresário Fábio Seoane Soalheiro, de 59 anos, acionar o serviço de resgate, no dia 4 de agosto.

Usando o laudo, a defesa do empresário ingressou com petição requerendo que a Justiça analise com urgência o documento, para a possibilidade de reverter a necessidade de prisão do empresário. Os juristas sustentam que a morte foi resultado de causas clínicas e afirmam que “com o novo laudo não há elementos para sustentar a acusação de homicídio”.

“Nesse sentido, a defesa já protocolou petição requerendo que o juízo analise com urgência o conteúdo do laudo, dada sua relevância para o processo e para o esclarecimento da verdade dos fatos, inclusive quanto à desnecessidade da manutenção da prisão de Fábio”, relata a defesa em nota encaminhada à CNN. 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), após encaminhamento à Justiça, o inquérito retornou para a unidade do Ministério Público. Os laudos periciais estão sob análise para o esclarecimento dos fatos. O caso permanece em andamento na Delegacia de Defesa da Mulher de Barueri.

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Morte de empresária em Alphaville: relembre o caso

Morte da empresária ocorreu no dia 4 de agosto (Reprodução/Redes Sociais)

Ao chegar ao local, os socorristas encontraram a empresária Bruna Martello Carvalho com ferimentos na cabeça, rosto, braços e pernas. Soalheiro acabou preso em flagrante por agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) de Barueri, que encontraram sinais de violência no apartamento. Segundo a GCM, havia indícios de agressão no local.

“Havia sangue e hematomas na empresária; vários locais do apartamento tinham sangue. Então, a equipe já suspeitou”, contou Dioney da Silva, subinspetor da Guarda Civil Municipal de Barueri, à reportagem do G1. O imóvel estava em desordem e os indícios indicavam confronto.

O acusado tinha ferimentos nas mãos, nos braços e nas costas. Soalheiro era foragido da Justiça de Santa Catarina por outro caso de violência doméstica, que teria ocorrido no município de Blumenau. A empresária deixou uma filha, de cinco anos.

O homem negou ter agredido a vítima e cometido o crime. “Ele, aparentemente, tinha ingerido bebida alcóolica e estava meio aéreo. E dizia que não tinha discutido com ela [Bruna]; que apenas tinha passado mal e morrido”, acrescentou o subinspetor da GCM.

O suspeito do crime foi encaminhado para a Delegacia de Defesa da Mulher de Barueri, onde foi decretada sua prisão em flagrante. Soalheiro foi indiciado por feminicídio.

Segundo o boletim de ocorrência do crime em Alphaville, as lesões apresentadas na vítima não eram “compatíveis com movimentos espontâneos decorrentes de uma convulsão”. Além disso, pelo estado em que se encontrava o corpo dela “era impossível não perceber que ela estava sem vida, tornando-se totalmente infundado o pedido de socorro”.

MP pede soltura de empresário

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A empresária foi encontrada morta no apartamento do casal em Barueri (Montagem g1/Arquivo pessoal/Reprodução/TV Glob)

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitou à Justiça a revogação da prisão preventiva de Fabio Seoane Soalheiro. No dia 15 de agosto, o promotor Vitor Petri defendeu a soltura de Fabio, afirmando que o laudo necroscópico apontou apenas escoriações leves e não confirmou a causa da morte. Segundo ele, sem materialidade definida, não é possível oferecer denúncia, e manter a prisão se configuraria “constrangimento ilegal”.

O MP sugere que a liberdade seja concedida mediante medidas cautelares, como entrega do passaporte, restrição de viagens e proibição de mudança de endereço sem autorização judicial. Também foi acordada a liberação total de seus equipamentos eletrônicos para investigação. Ainda estão pendentes exames toxicológicos e anatomopatológicos.

A defesa de Fabio, representada pelo advogado Rodolfo Warmeling, reforçou os argumentos da promotoria, destacando a fragilidade das provas e a ausência de conclusão sobre possível interferência humana na morte de Bruna. Agora, cabe ao Judiciário decidir se mantém ou não a prisão preventiva.

*Com informações do G1 e CNN

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