Como no Brasil o voto é obrigatório, num supremo devaneio de cidadania, você, como eu, deve ter ido às urnas em outubro imaginando que o ato contribuiria para a construção de uma cidade melhor, mais justa e com melhores serviços para os munícipes.
O leitor do Giro S/A escolheu o nome de seu vereador e prefeito focado em sua atuação e trajetória; escolheu na certeza de que cada um deles o representaria.
E nesse sentido, deve ter sido uma surpresa mais do que desagradável o resultado da Operação Caça-Fantasma, em Osasco, que culminou com o pedido de prisão preventiva de 14 vereadores, entre eles, o prefeito eleito, Rogério Lins.
Para além da crítica vazia e do pré-julgamento, que cabe aos excelentíssimos senhores juízes, pipocam no País histórias como essa, de representantes que se mostram indignos da população que os elege.
Em Osasco, segundo o Ministério Público, o legislativo osasquense tinha uma organização criminosa atuando desde 2009, com o desvio de R$ 21 milhões.
A denúncia foi apresentada contra 217 pessoas, entre elas funcionários fantasmas que não trabalhavam e repassavam parte dos salários para os parlamentares.
Os fatos estão sendo investigados, e enquanto isso, nos resta o alento de que ações como essa mostram aos que se julgam acima da lei, que o País está começando a mudar.
O gigante acordou e segue acordando. Não vamos mais tolerar pessoas que não nos representam legislando em causa própria.






