Editorial da edição 371

A canção Relicário, de Cássia Eller, pode muito bem ser escolhida como a canção 'símbolo' dos tempos que vivemos

A canção Relicário, de Cássia Eller, pode muito bem ser escolhida como a canção ‘símbolo’ dos tempos que vivemos. “O mundo está ao contrário e ninguém reparou. O que está acontecendo”? A vitória do magnata Donald Trump mostrou mesmo que as pessoas estão descontentes com a perfomance de seus eleitos e apostam, às escuras, em discursos radicais “Americanismo, e não globalização, será nosso credo”, dizia Trump durante a campanha.

Numa realidade mais próxima, a região oeste da Grande SP viveu uma ‘renovação’ quase completa, quando sete prefeitos dos oito que compõem o Cioeste foram substituídos. O novo, que também pode muito bem representar a falta de experiência ou a inabilidade para gerir os destinos de uma cidade, não são levados em conta quando se deseja gestões mais eficientes, de prefeitos e vereadores com um perfil mais administrador e menos político na condução dos destinos da população.

O certo é que o recado está dado. Não há mais ‘máquina’ que eleja, não há mais ‘postes’, como eram chamados os apadrinhados de políticos experientes que recebiam a incumbência de seguir com seu legado. O povo tem o político que merece? Não, às vezes, pelas circunstâncias, o povo tem o político que pode, naquele momento.

Os eleitores aprendem a trocar o governante quando ele não atende às suas reais necessidades. Então, não basta apenas conquistar o cargo. Agora, pra se manter nele, é bom começar a trabalhar com seriedade e respeito ao dinheiro público. A premissa vale pra o Trump e pra quem mais estiver no poder! O eleitor coloca, o eleitor tira.