Dia dos Namorados: de 'lembrancinhas'

Crédito. Taxas do SFH igualadas às do SFI: a partir do dia 10

O comércio varejista paulista deve ter um Dia dos Namorados com movimento fraco, na previsão da Federação do Comércio (Fecomercio-SP). "Vai ser o Dia dos Namorados da lembrancinha", diz o assessor econômico da federação Guilherme Dietze. O desempenho do comércio deve ser, para ele, semelhante aos resultados do Dia das Mães, a segunda data mais lucrativa para lojas.

Segundo o economista, com o desemprego em alta e com pouca oferta de crédito, os casais devem ir às compras em busca de presentes que não levem impacto no orçamento. "A intenção de consumo das famílias vem se reduzindo desde março. Mostra que o índice de desemprego elevado e a inflação para alimentos e bebidas corrói o poder de compra e limita o consumo de bens não essenciais", explicou.

Como os bancos estão restringindo o crédito e muitas pessoas já estão com dificuldades de pagar as dívidas, como mostram os índices de inadimplência, a tendência, na avaliação de Dietze, é que namoradas e namorados optem por itens que possam ser comprados à vista. Historicamente, segundo o economista, os setores de vestuário e calçados são os que mais faturam na data.

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